Reparação da tragédia de Mariana tem orçamento de quase R$ 3 bilhões em 2019

  • Por Jovem Pan
  • 14/03/2019 20h13
Tânia Rêgo/Agência BrasilO rompimento da barragem destruiu comunidades e florestas e deixou 19 mortos

Os gastos com atividades de reparação dos danos causados pela tragédia de Mariana (MG) devem chegar a R$ 2,94 bilhões neste ano, 35% a mais do que o previsto para 2018.  A maior parte dos recursos deste ano deverá ser usada nos pagamentos de indenizações e de auxílios emergenciais, segundo a Fundação Renova. Se o orçamento for executado na íntegra, até o final do ano pouco mais de R$ 8 bilhões terão sido destinados ao processo de reparação dos danos.

A tragédia aconteceu em novembro de 2015, quando 39 milhões de metros cúbicos de lama vazaram após o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco. O episódio deixou comunidades e florestas destruídas, mananciais da bacia do Rio Doce poluídos e 19 mortos. Para reparar os danos, foi firmado em maio de 2016 um acordo entre a Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billiton, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Na época, estimou-se que seriam necessários cerca de R$ 20 bilhões, a serem gastos ao longo de 15 anos. Foram definidos 42 programas que englobam, por exemplo, as indenizações, a reconstrução das comunidades, a garantia de educação e saúde aos atingidos e a recuperação ambiental. O acordo também estabeleceu a criação da Fundação Renova, que ficou responsável pela gestão dos programas usando recursos das três mineradoras.

Orçamento

Para definir o orçamento deste ano, a Fundação Renova levou em consideração que quase a totalidade do montante previsto para 2018 foi executado. A entidade espera que o programa de indenizações seja praticamente concluído em 2019 e, para tanto, são previstos gastos que somam aproximadamente R$ 1,1 bilhão. O montante representa 36% do orçamento, a maior fatia dos recursos previstos. Esse valor inclui também os custos do auxílio emergencial, que não configura verba indenizatória e deve ser pago mensalmente por meio de um cartão concedido a quem perdeu sua renda em decorrência do rompimento da barragem. A quantia é de um salário mínimo, acrescido de 20% para cada dependente, além do valor de uma cesta básica.

*Com Agência Brasil