Acordo entre Mercosul e União Europeia pode aumentar PIB brasileiro em US$ 87 bilhões

  • Por Jovem Pan
  • 28/06/2019 15h21
PixabayAlguns produtos terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel

O Ministério da Economia e o Ministério das Relações Exteriores informaram, nesta sexta-feira (28), que o acordo fechado entre o Mercosul e a União Europeia pode trazer um incremento de até US$ 87,5 bilhões no PIB brasileiro em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões se consideradas a redução das barreiras não-tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos fatores de produção.

Além disso, alguns produtos terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel. Os exportadores brasileiros, por sua vez, terão ampliação do acesso para carnes, açúcar e etanol, entre outros, o que facilitará a inserção do país nas cadeias globais de valor, com geração de mais investimentos, emprego e renda.

“As empresas brasileiras serão beneficiadas com a eliminação de tarifas na exportação de 100% dos produtos industriais. Serão, desta forma, equalizadas as condições de concorrência com outros parceiros que já possuem acordos de livre comércio com a UE”, afirmaram os ministérios em nota.

O acordo representa um marco. É segundo maior tratado assinado pelos europeus – perde apenas para o firmado com o Japão, segundo integrantes do bloco – e o mais ambicioso já acertado pelo Mercosul, que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O acordo reconhecerá como distintivos do Brasil vários produtos, como cachaças, queijos, vinhos e cafés. “Os consumidores também serão beneficiados pelo acordo, com acesso a maior variedade de produtos a preços competitivos.”

A decisão garantirá ainda acesso efetivo em diversos segmentos de serviços, como comunicação, construção, distribuição, turismo, transportes e serviços profissionais e financeiros. “Em compras públicas, empresas brasileiras obterão acesso ao mercado de licitações da UE, estimado em US$ 1,6 trilhão. Os compromissos assumidos também vão agilizar e reduzir os custos dos trâmites de importação, exportação e trânsito de bens”, disse a nota.