Guedes quer retomar economia de R$ 1 trilhão na Previdência, diz Frota

Segundo o deputado, presidente precisa investir mais no relacionamento com parlamentares ou reforma será muito modificada

  • Por Jovem Pan
  • 14/06/2019 16h31
Ananda Migliano/Estadão ConteúdoDeputado disse que reforma corre risco de se tornar "remendo na velha Previdência"

O coordenador da bancada do PSL na comissão especial que analisa a reforma da Previdência, deputado Alexandre Frota (SP), disse que está trabalhando ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, para retomar a economia inicialmente prevista para o projeto, de R$ 1 bilhão em dez anos.

Na quinta-feira (13), após a apresentação do parecer do projeto pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP), a quantidade de recursos a serem poupados caiu para R$ 915 bilhões. A redução aconteceu após a retirada de pontos polêmicos do texto, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), a aposentadoria rural e a capitalização.

De acordo com Frota, Guedes quer retomar a economia prevista inicialmente, e deve passar o fim de semana trabalhando nesse aspecto. “Ele quer tentar e vamos com tudo. Caso contrário, é um remendo na velha Previdência”, afirmou o deputado. Frota conta que entregou três sugestões de destaques ao ministro, mas não quis detalhar o conteúdo das mudanças que pretende apresentar. “Ele, Guedes, vai me dizer o que ele quer que eu destaque via PSL e o que for para incorporar no texto. O que foi feito foi bom, mas é o remendo na velha Previdência”, disse

Para o deputado, a falta de articulação política do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para conseguir votos para o projeto de mudança nas aposentadorias influencia nessa desidratação da reforma. Segundo o parlamentar, o presidente se empenhou pouco em conquistar o apoio dos deputados.

“Os moderados estão conversando com a gente, a reforma não será mais desidratada. Mas Bolsonaro precisa agora entender que para governar precisa contar com os deputados, não é o Olavo de Carvalho que vota a Previdência, ele não é deputado”, declarou Frota ao reclamar da diminuição da economia prevista com uma possível aprovação da nova Previdência.

*Estadão Conteúdo