Monitor do PIB da FGV aponta alta de 0,1% em abril ante março

  • Por Estadão Conteúdo
  • 19/06/2018 09h39
Marcos Santos/USP ImagensNa comparação com abril do ano passado, a atividade econômica teve expansão de 2,9%

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% em abril ante março, estima o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), por meio do Monitor do PIB. Na comparação com abril do ano passado, a atividade econômica teve expansão de 2,9% no mês de abril deste ano.

“No mês de abril a economia retomou sua trajetória com crescimento acentuado de 2,9%, em comparação a abril de 2017, que se espalhou por quase toda a atividade econômica. Este resultado, entretanto, foi fortemente influenciado pelos três dias úteis a mais no mês de abril do corrente ano, em comparação a abril de 2017. O resultado na margem, a despeito de descontar os dias úteis a mais, aponta crescimento de 0,1%, da atividade econômica revelando certa estagnação”, avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, em nota oficial.

O indicador antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta no PIB em abril foi impulsionada pela indústria da transformação (10,8%), comércio (7,2%), transporte (7,1%) e impostos (6,5%). A construção cresceu 5,3%, após 48 meses consecutivos de retração nesse tipo de comparação. As únicas atividades com perdas foram a agropecuária (-3,5%) e os serviços de informação (-2,7%).

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias teve crescimento de 3,4% em abril ante abril de 2017, enquanto o consumo do governo subiu 0,9%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registrou expansão de 11,2%. As exportações aumentaram 8,5% no período, já as importações tiveram elevação de 16,1%.

Em termos monetários, o PIB totalizou aproximadamente R$ 2,287 trilhões em valores correntes de janeiro a abril deste ano.