Processo multibilionário coloca em risco a Operação da Hyundai na América Latina

  • Por Jovem Pan
  • 17/05/2018 11h33
Divulgação/HyundaiFontes do setor automotivo alegam que dois motivos levaram ao divórcio litigioso. Um seria a compra de 50% da Chery no Brasil por parte da CAOA. Outra seria a vontade da Hyundai em fortalecer, sem intermediários, a sua operação na América LAtina.

O juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 2ª Vara Empresarial de Conflitos e Arbitragem de São Paulo, expediu na última sexta-feira uma decisão favorável à Caoa no processo que a empresa move contra a Hyundai Motor Company.

A revendedora conquistou uma liminar para manter o contrato após receber uma série de cartas da Hyundai comunicando o encerramento do contrato por motivos sem fundamento.

Segundo a concessionária, os motivos alegados eram infundados e por isso foi dada liminar a seu favor, garantindo portanto a manutenção do contrato entre as partes por mais de dez anos.

Fontes do setor automotivo alegam que dois motivos levaram ao divórcio litigioso. Um seria a compra de 50% da Chery no Brasil por parte da Caoa. Outra seria a vontade da Hyundai em fortalecer, sem intermediários, a sua operação na América Latina. Estão nos planos da marca, a construção de uma fábrica na Argentina para produzir os modelos importados pela revendedora.

A sul coreana também possui fábrica no México, país que conta com acordo bilateral e vantagens alfandegárias com o Brasil.

Caso as duas empresas não entrem em acordo e haja um desfecho litigioso, a concessionária defenderia seus direitos numa corte de arbitragem internacional. Considerando a dimensão dos interesses envolvidos nesse processo, fontes do mercado calculam que seria imposta à Hyundai uma indenização multibilionária em prol da Caoa, o que poderia inviabilizar sua operação na América latina e desvalorizar brutalmente as ações da marca.

As mesmas fontes acreditam que sem a força e a experiência da Caoa, que foi responsável pela construção e fortalecimento da imagem da marca no Brasil, a Hyundai não sustentaria as suas vendas e perderia espaço na região para a forte concorrência.

Resta agora saber se os Coreanos vão buscar um acordo amigável ou colocar em risco sua operação na América Latina.