Quatro dos nove grupos que compõem o IPCA registram deflação em maio

A inflação oficial fechou o mês em 0,13% — 0,44 pontos percentuais abaixo dos 0,57% em abril

  • Por Jovem Pan
  • 07/06/2019 11h03
Agência BrasilA principal influência foi do grupo de Alimentação e bebidas, que teve deflação de 0,56%

Quatro dos nove grupos que compõem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registraram deflação em maio. O indicador fechou o mês em 0,13% — 0,44 pontos percentuais abaixo dos 0,57% em abril.

A principal influência foi do grupo de Alimentação e bebidas, que teve deflação de 0,56%, conforme divulgou nesta sexta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi puxado pela queda de 0,89% observada no grupamento da alimentação no domicílio.

O tomate, após apresentar alta de 28,64% em abril, caiu 15,08%, e o feijão-carioca acentuou a queda em relação ao mês anterior (passou de -9,09% para -13,04%). As frutas (-2,87%) também recuaram mais intensamente do que em abril (-0,71%). Por outro lado, o leite longa vida (2,37%) e a cenoura (15,74%) subiram em maio, após apresentarem quedas (-0,30% e -0,07%, respectivamente) em abril.

Os preços caíram também em Educação (-0,04%), Comunicação (-0,03%) e Artigos de residência (-0,10%).

Por outro lado, Habitação se destacou entre os grupos que mais subiram, fechando em 0,98% — impacto de 0,15%. Em seguida estão Saúde e cuidados pessoais (0,59%), Vestuário (0,34%), Transportes (0,07%) e Despesas pessoais (0,16%).

O grupo Habitação foi influenciado principalmente pela alta de 2,18% no item energia elétrica. Todas as regiões pesquisadas apresentaram variações positivas, que foram desde o 0,23% na região metropolitana do Rio de Janeiro até os 7,32% registrados na região metropolitana de Fortaleza.

De dezembro de 2018 a abril de 2019, havia vigorado a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz. Em maio, passou a vigorar a bandeira amarela, com custo adicional de R$ 0,01 para cada quilowatt-hora consumido.

No grupo Saúde e Cuidados Pessoais, os remédios ainda subiram 0,82% em maio, enquanto os perfumes tiveram queda de 1,61%.