“Içami Tiba é imortal e continuará sendo”, diz psicoterapeuta Leo Fraiman

  • Por Jovem Pan
  • 03/08/2015 17h08 - Atualizado em 20/09/2017 09h37
içami tiba morre em sp

O psiquiatra, educador e autor de diversos best-sellers na área da educação, Içami Tiba morreu no último domingo (02) em São Paulo e diversos amigos, companheiros de trabalho e fãs lamentaram. Em entrevista ao Jovem Pan Online, o psicoterapeuta Leo Fraiman lamentou o falecimento e relatou a gratidão que possui por seu “mestre, mentor e fonte de inspiração”.

“Eu conheci o doutor Içami Tiba enquanto ainda era estudante na faculdade. Foi marcante para mim ler os seus livros sobre família, educação e principalmente sobre a importância do limite na formação do adolescente. Eu era um deles, com meus 19 anos na faculdade de psicologia, e foi muito marcante o quanto ele era apaixonado pela família e pelo amor. Mas não o amor que permitisse tudo e sim um amor que ajudasse a pessoa a se tornar um cidadão de bem”, contou.

Para o psicoterapeuta, o maior aprendizado tido com Içami Tiba foi o amor exigente. “Eu acredito que meu trabalho como educador e como psicoterapeuta é ajudar as pessoas a chegar na melhor versão de si mesmas. Tudo o que eu li do dr. Içami, tudo o que aprendi em suas palestras e obras converge neste mesmo sentido. Para mim, o dr. Içami Tiba é um imortal. Já era e continuará sendo. Entendo que na minha humilde homenagem a ele, vai ser eu continuar sendo um porta-voz das suas grandes ideias, de suas valiosas lições e de sua inestimavel contribuição”.

Em seu livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora?”, Leo Fraiman descreveu a sensação de felicidade em ter o prefácio escrito por Içami Tiba. “Ter o prefácio do dr. Içami Tiba significa ter conquistado o seu respeito em relação ao meu trabalho. Fazer parte do grupo de pessoas que ganham o respeito de um homem com essa estatura, para mim, fez toda a diferença”. Segundo ele, a expriência o motivou para seguir em frente: “me deixou mais animado, mais motivado e ainda mais certo do meu próprio papel na sociedade, que era ser mais um guardião da certeza de que a boa vida vale a pena. A vida boa vale ser escrita”, disse.

Fraiman destacou um momento vivido com Içami Tiba e sua admiração pelo médico de origem japonesa: “em um aniversário meu, meus sobrinhos estavam fascinados e ele contanto histórias. Ele era um contador de histórias, ele adorava sorrir, brincar”.

“Com a sua simplicidade ele conquistava, porque era uma figura que trazia alegria, bem-estar e leveza. E, ao lado disso, muita força. Você sentia que era um homem de muita força, de muita fibra, muito determinado. eu admirava por conseguir equilibrar essas duas dimensões tao raras e tao preciosas”, relembrou.

Ele ressaltou ainda a importância da obra de Içami Tiba para aqueles que entram em contato com seu trabalho. “Eu imagino que nada deixaria o dr. Içami Tiba mais feliz do que sentir que sua obra se tornou parte transformadora da vida daqueles que entraram em contato com o seu trabalho. E isso se revela trabalhando pela família, pelo amor, pela verdade e por uma educação de crianças, adolescentes e adultos que os conduzam ao caminho do bem, do bem comum”, finalizou.

Içami Tiba, médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e especializado em psicodrama, tinha diversas atividades além da medicina. Nascido em Tapiraí, interior paulista, o médico atuava também como palestrante, sobretudo na área de educação para crianças e adolescentes. 

Como escritor profissional tinha mais de 40 livros escritos. Entre eles, o “Quem Ama, Educa!”. No mercado editorial, o médico de origem japonesa vendeu mais de quatro milhões de exemplares. 

O profissional deixa a esposa Maria Natércia, os filhos Natércia, André e Luciana Tiba, além dos netos Kaká e Dudu.