Atentado reivindicado pelo EI deixa ao menos 24 mortos no Irã

  • Por Jovem Pan
  • 22/09/2018 09h59
EFETiroteio aconteceu durante tradicional desfile militar

Pelo menos 24 pessoas morreram e 53 ficaram feridas, neste sábado, por conta de um atentado terrorista durante um desfile militar na cidade de Ahvaz, no sudoeste do Irã, de acordo com informações do vice-governador da província de Khuzistão, Ali Hosein Hoseinzadeh.

O vice-governador, citado pela agência “Tasnim”, vinculada aos Guardiões da Revolução, explicou que entre os mortos há um jornalista, sem especificar se os demais são civis ou militares.

Alguns dos feridos estão hospitalizados em estado grave, por isso não está descartado que esse número aumente, disse Hoseinzadeh.

Já o governador de Khuzistão, cuja capital é Ahvaz, Gholamreza Shariati, informou que no ataque participaram quatro terroristas, dos quais dois foram mortos e os outros dois estão presos.

Anteriormente, a agência oficial “IRNA” havia indicado que quatro ou cinco terroristas tinham morrido por tiros disparados pelas forças de segurança.

Eles estavam vestidos com uniformes militares, segundo Shariati, assegurando que agora a “situação já está sob o controle da polícia”.

Os terroristas dispararam contra as unidades do Exército e os Guardiões da Revolução que estavam desfilando e também contra o público, a partir de um prédio próximo e por trás da tribuna onde estavam as autoridades.

No entanto, nenhum membro do governo ficou ferido no ataque.

O desfile militar em Ahvaz era realizado, como em outras cidades do país, por ocasião da Semana da Sagrada Defesa, que lembra a guerra entre Irã e Iraque.

Os atentados no interior do Irã são raros, embora os ataques de grupos extremistas contra guardas nas fronteiras com Paquistão ou Iraque sejam comuns.

Autoria do ataque

O Estado Islâmico (EI) reivindicou neste sábado o ataque ocorrido durante um desfile militar que deixou pelo menos 24 mortos e vários feridos em Ahvaz, no sudoeste do Irã, de acordo com a agência “Amaq”, vinculada ao grupo jihadista.

A agência afirmou na rede social Telegram que “suicidas do Estado Islâmico” perpetraram o ataque.

*Com informações de Agência EFE.