Governo da Nicarágua aceita soltar manifestantes e reformar sistema eleitoral

  • Por Jovem Pan
  • 21/03/2019 15h59
EFE/Jorge TorresDesde o início da crise, em abril de 2018, 700 pessoas foram presas

O governo da Nicarágua fechou um acordo com a aliança opositora na última quarta-feira, 20, para libertar manifestantes, detidos por protestar contra o presidente Daniel Ortega, e discutir uma reforma do sistema eleitoral.

As condições da oposição na mesa de negociação é que a soltura dos manifestantes seja realizada em um prazo de 90 dias e a reforma discutida imediatamente.

Durante uma coletiva de imprensa na presença dos negociadores, as partes também anunciaram que fecharam uma agenda de negociação que será desenvolvida com amplitude na mesa de conversas.

O primeiro ponto é o fortalecimento da democracia e as reformas eleitorais. O segundo é o fortalecimento dos direitos e garantias cidadãs, e o terceiro a libertação de todas as pessoas presas e detidas nos protestos ocorridos a partir de 18 de abril de 2018.

“As partes decidiram desenvolver de imediato e de maneira simultânea as questões de libertação de todas as pessoas presas e detidas, e da democracia e reformas eleitorais”, destaca o acordo lido pelo núncio apostólico na Nicarágua, Waldemar Stanislao Sommertag, que atua como testemunha e acompanhante internacional desse processo.

A crise da Nicarágua se agravou em abril de 2018, quando a oposição organizou uma série de manifestações contra Ortega e sua esposa, Rosario Murillo, vice-presidente do país.
Segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), 325 pessoas morreram, duas mil ficaram feridas e 700 foram presas desde então. Além disso, dezenas de milhares fugiram do país.

*Com EFE