Joko Widodo é reeleito presidente da Indonésia; polícia teme ataque de jihadistas

  • Por Jovem Pan
  • 21/05/2019 15h17
Reprodução/JPJoko Widodo venceu o ex-general Prabowo Subianto, que não aceitou o resultado; polícia teme ataques de jihadistas durante manifestações

A Comissão Eleitoral da Indonésia confirmou nesta terça-feira, 21, a reeleição de Joko Widodo como presidente do país ao anunciar a apuração oficial das eleições de abril, cujo resultado não foi aceito pelo seu adversário, Prabowo Subianto. A polícia fez uma força-tarefa para conter a violência durante possíveis manifestações e alertou para o perigo de ataques terroristas.

Widodo, conhecido popularmente como Jokowi, obteve 55,5% dos votos – 85 milhões de um total de 154 milhões -, contra 44,5% de seu rival.

A equipe de Prabowo, ex-general acusado de abusos dos direitos humanos e que concorreu contra Widodo em 2014, se recusou a assinar o relatório da Comissão Eleitoral com os resultados.

Agências das Nações Unidas e diferentes embaixadas emitiram alertas de possíveis manifestações de ex-partidários militares. O ex-general denunciou uma suposta fraude, algo que foi descartado pela Agência de Supervisão Eleitoral, apesar do reconhecimento de irregularidades em pequena escala.

Widodo venceu em 21 províncias, com vantagens confortáveis em áreas de maioria hindu ou cristã como Bali ou Papua, enquanto Prabowo foi o mais votado em outras 13 outras províncias, com Aceh, uma província que é governada pela lei islâmica, como um dos seus bastiões.

Em Jacarta, a sede da Comissão Eleitoral é cercada por arame farpado e veículos para evitar distúrbios, mas a polícia anunciou uma força-tarefa com 32 mil unidades das Forças de Segurança para evitar brigas. Além disso, as autoridades confirmaram a prisão de dezenas de jihadistas que, segundo a polícia, planejavam atacar durante os protestos.

As eleições da terceira maior democracia do mundo também serviram para eleger o vice-presidente e cerca de 20 mil candidatos legislativos nos níveis nacional, provincial e local.

*Com EFE