Líder do Poder Legislativo se declara presidente interino da Venezuela

  • Por Jovem Pan
  • 11/01/2019 21h11
Reprodução/TwitterDeputado, Guaidó disse que decisão tem respaldo constitucional

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, deputado Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país nesta sexta-feira (11). A decisão tem o apoio do secretário-geral da Organização dos Estado Americanos (OEA), Luis Almagro, e agora parlamentar líder da oposição está buscando legitimidade junto à população.

Em pronunciamento feito na capital Caracas e transmitido pela internet, ele criticou Nicolás Maduro, que assumiu mandato considerado ilegítimo dentro e fora do território venezuelano. “Ninguém tem dúvidas de que Maduro é um usurpador. Por isso, assumo minha responsabilidade com o povo da Venezuela”, escreveu Guaidó no Twitter.

Respaldo constitucional

O deputado disse que tem respaldo em três artigos da Constituição do país (233, 333 e 350) para “convocar eleições livres” já para o dia 23 de janeiro. e pediu apoio dos venezuelanos, dos militares e da comunidade internacional.  Juan Guaidó é lidera o Poder Legislativo desde 2016. Entretanto, a liderança oposicionista não é reconhecia por chavistas.

“A Constituição me dá legitimidade para exercer o cargo da presidência da República, para convocar eleições, mas preciso do apoio dos cidadãos para tornar isso uma realidade”, disse o deputado a centenas de pessoas que se concentraram no leste de capital venezuelana para denunciar a “ilegitimidade” do novo mandato de Nicolás Maduro.

Repercussão

No Twitter, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, apoiou a decisão do deputado opositor. “Celebramos a posse de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, conforme o artigo 233 da Constituição. Tem o nosso apoio, o da comunidade internacional e do povo da Venezuela.”

As duas manifestações provocaram uma nova crise no país e despertaram o temor de que Maduro cumpra sua promessa de dissolver o parlamento. Segundo ele ameaçou no dia em que tomou posse para o segundo mandato, a Assembleia Nacional Constituinte (ANC) “atuará contra a Assembleia Nacional se eles tentarem um golpe de estado”.

*Com informações do Estadão Conteúdo