Procurador pede pena de morte para envolvidos no assassinato de jornalista

  • Por Jovem Pan
  • 15/11/2018 14h05
Reprodução FacebookMinistro turco afirma que o assassinato foi premeditado e planejado

O procurador-geral da Arábia Saudita Saud Al-Mojeb anunciou nesta quinta-feira (15) que pediu a pena de morte de 5 dos 11 acusados na morte do jornalista Jamal Khashoggiassassinado no dia 02 de outubro no consulado saudita em Istambul. Ele ainda assegurou que o príncipe herdeiro, Mohammed Bin salman, não estava a par do crime.

O procurador acusou o subdiretor dos serviços secretos do reino, Ahmad Asiry, de organizar a operação que tinha como objetivo “devolver” Khashoggi à Arábia Saudita e disse que a ordem do assassinato partiu do chefe da delegação enviada à Turquia, cujo nome não citou.

Na coletiva que deu para a imprensa, Saud afirmou que o príncipe herdeiro ficou sabendo do caso por meio de “relatórios falsos” apresentados pelos agentes responsáveis da operação e pelos “veículos de imprensa”. Afirmou ainda que a operação foi organizada com informações de um “ex-consultor” que acusou o jornalista de ter “relações com organizações estrangeiras inimigas do reino”.

O procurador ratificou também a teoria de uma briga que teria acontecido dentro do consulado culminando com a morte de Jamal Khashoggi. “Depois de assassina-lo o corpo foi cortado em pedaços pelos assassinos e levado para fora do consulado”, explicou o procurador.

Ainda segundo ele, o corpo foi entregue a um “colaborador turco” que se desfez dos restos posteriormente. O retrato falado desse colaborador já foi feito e entregue às autoridades. O corpo do jornalista nunca foi encontrado.

Turquia

O ministro das relações exteriores da Turquia, Mevlüt Çavuşoğlu, afirmou que as declarações da Procuradoria-Geral da Arábia Saudita são “insatisfatórias” e expôs vários pontos que acredita ser contraditórios e insistiu que tudo não passou de um assassinato “premeditado e planejado”.

*Com informações da EFE