Resgate de meninos da Tailândia completa 1 ano e história ainda comove

  • Por Jovem Pan
  • 23/06/2019 11h31
EFE/Exército Real da TailândiaOs meninos e o treinador entraram na caverna no dia 23 de junho, mas só foram retirados no dia 10 de julho

De excursões internacionais a filme na Netflix, assim pode ser resumido o último ano dos 12 meninos e do técnico de futebol que ficaram presos em uma caverna no norte da Tailândia, de onde foram resgatados duas semanas depois em uma comovente operação.

Atualmente, os meninos continuam os estudos e o treinador abriu a própria escolinha de futebol em uma tentativa de voltar à normalidade, mas a fama faz com que eles sejam reconhecidos em todo lugar e suas redes sociais atraem milhares ou dezenas de milhares de seguidores.

Hoje faz um ano desde aquele 23 de junho quando os garotos – com idades entre 11 e 16 anos na época – e o professor, de 25, do time Javalis Selvagens entraram em uma gruta na província de Chiang Rai e ficaram presos nela por causa de uma inundação provocada por uma tempestade.

Depois de dias sem notícias do grupo, o medo de que não estivessem vivos tomou conta de todos que acompanhavam o caso, mas mais de duas semanas depois eles foram resgatados por uma equipe internacional de mergulhadores, em uma operação que foi acompanhada pela imprensa do mundo todo.

Por conta dos compromissos comerciais, os jogadores e o treinador quase não conseguem falar com a imprensa, enquanto a empresa criada pelos responsáveis dos meninos, a 13 Tham Luang (referência ao número de pessoas presas e ao nome da caverna), se encarrega de zelar por seu direito de imagem.

“Os meninos estão bem, felizes e vão à escola normalmente. Dizem que aprenderam muito depois de ficarem presos na caverna. Depois de receber o apoio de tantas pessoas, eu acho que serão bons para sempre”, disse à Agência Efe Weerachon Sukhontapatipak, porta-voz do Escritório do primeiro-ministro e que também está à frente do comitê do governo criado para proteger os interesses do grupo.

Uma das novidades na vida deles foi a proposta da produtora SK Global de fazer um filme sobre a impressionante história. De acordo com o porta-voz, o longa ainda está em fase de pré-produção, mas já se sabe que será exibido pela Netflix. A direção será do americano Jon M. Chu e do tailandês Nattawut Poonpiriya.

O treinador, Ekapol Chanthawong, montou sua própria equipe em Mae Sai, a humilde cidade onde vive perto da caverna de Tham Luang, e tem mais de 183 mil seguidores no Facebook.

Um dos jovens, Phonchai Khamluang, que completou 17 anos, tem 12.179 seguidores no Facebook e algumas fotos postadas, como uma com os amigos dos Javalis no Old Trafford – estádio do Manchester United -, ou outra em uma plantação de chá na Tailândia, ganharam mais de 3 mil curtidas.

O resgate, que manteve o mundo apreensivo, já virou história para dois livros e gerou uma onda de generosidade. Até gurus e monges, que tentaram localizar telepaticamente o grupo.

Eles foram achados por dois mergulhadores britânicos no dia 2 de julho em uma gruta escura, onde sobreviveram sem comida e bebendo a água que minava das paredes. A meditação também foi importante para manter a calma em um ambiente frio e úmido.

Entre 8 e 10 de julho, os meninos e o treinador, que não sabiam nadar, foram sedados e retirados da caverna ao longo de quatro quilômetros. Os mergulhadores precisaram de três horas em média para tirar cada um deles, já que o lugar estava parcialmente inundado.

Dois meses depois, o treinador e três garotos, que eram apátridas, receberam a cidadania tailandesa.

Depois da odisseia, o grupo já viajou para o Reino Unido, assistiu aos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires e foi entrevistado pela popular apresentadora americana Ellen DeGeneres, entre outros eventos internacionais.

Hoje, acontecerá uma corrida para comemorar o dia do resgate da caverna, onde agora existe um museu dedicado à história, com uma estátua de bronze do mergulhador tailandês Saman Kunan, que morreu na operação.

Na segunda-feira, os meninos e o treinador participarão de uma cerimônia budista perto da entrada da caverna para agradecer pelo resgate, considerado um verdadeiro milagre.

*Com informações da EFE