Dodge pede que STJ abra inquérito contra Favreto

  • Por Jovem Pan com Estadão Conteúdo
  • 11/07/2018 19h13 - Atualizado em 12/07/2018 06h48
Divulgação / TRF-4Desembargador Rogério Favreto é acusado de agir movido por sentimentos e interesses pessoais

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entrou com pedido no STJ contra a conduta do desembargador substituto do TRF-4, Rogério Favreto. De acordo com Dodge, o desembargador, que ordenou a soltura imediata do ex-presidente Lula, praticou crime de prevaricação.

A procuradora-geral classificou a conduta de Favreto como “atípica e inesperada”, pois produziu “efeitos nocivos sobre a credibilidade da justiça e sobre a higidez do princípio da impessoalidade”. Além disso, Rogério Favreto teria agido movido por sentimentos e interesses pessoais

Ao STJ, Raquel afirma que Favreto “deu aparência de legalidade a sua competência e ao conteúdo da sua decisão, fazendo crer que desconstituía ato de Juiz Federal (o da 13ª Vara Federal de Curitiba) e não do próprio TFR4”.

“Reiterou-a e dirigiu-se à autoridade policial, fixando prazo em horas para que cumprisse sua decisão, chegando a cobrar pessoalmente ao telefone o seu cumprimento”, relata.

A procuradora-geral avalia que, ao conceder o habeas corpus a Lula, Favreto apresentou “elementos de ato ilícito praticado dolosamente com o objetivo de satisfação de sentimentos e objetivos pessoais, tipificado pela lei penal”.

Dodge também encaminhou reclamação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na qual pede uma punição disciplinar ao desembargador substituto.