Tailândia confirma identidades de detidos por atentado

  • Por Agencia EFE
  • 03/09/2015 05h59

Bangcoc, 3 set (EFE).- As autoridades da Tailândia confirmaram nesta quinta-feira as identidades dos dois estrangeiros detidos por seu suposto envolvimento no atentado à bomba de 17 de agosto em Bangcoc, que deixou 20 mortos e mais de cem feridos.

Em mensagem televisionada, o porta-voz da junta militar, Winthai Suvaree, disse que os suspeitos são Adem Karadak e Yusufu Miraili, sem especificar suas nacionalidades.

Os nomes coincidem com os que aparecem em dois passaportes, um turco e um chinês, que a imprensa local divulgou após as detenções, mas cuja autenticidade não foi confirmada pela polícia.

O primeiro dos suspeitos, Karadak, foi detido no sábado em um apartamento do distrito de Nong Chok, ao leste da capital, onde a polícia encontrou material para fabricar explosivos, e dezenas de passaportes turcos falsos.

O segundo, Miraili, que segundo o passaporte divulgado pela imprensa é um uigur muçulmano nascido na província chinesa de Xinjiang, foi detido na terça-feira na fronteira com o Camboja quando tentava sair clandestinamente da Tailândia.

Inicialmente, a junta militar qualificou como “provável” que este fosse o homem que foi gravado por câmeras de segurança deixando uma mochila no templo onde ocorreu o atentado minutos antes da explosão.

Por outro lado, Winthai afirmou hoje que a pessoa que aparece nessas imagens é uma das oito contra as quais há ordens de detenção, que foram emitidas baseadas em depoimentos de testemunhas, análise de provas e interrogatórios dos dois detidos.

O porta-voz não fez referência a um terceira pessoa que segundo a imprensa local foi detida na terça-feira por sua suposta relação com o caso.

Trata-se de Kamarudeng Saho, de 38 anos, um tailandês muçulmano detido na província de Narathiwat, no extremo sul do país de maioria malaia e muçulmana, onde desde 2004 opera um grupo insurgente separatista.

Winthai pediu que se evite especulações sobre a autoria do atentado, que não foi reivindicado por nenhum grupo e que a polícia vinculou a uma represália de redes de tráfico de pessoas por operações policiais contra estas máfias.

Especialistas em segurança também apontaram como motivo do atentado uma represália pela recente repatriação por parte da Tailândia de 109 de muçulmanos uigures à China. EFE