Tailândia lembra vítimas de atentado com cerimônia religiosa

  • Por Agencia EFE
  • 21/08/2015 04h57

Bangcoc, 21 ago (EFE).- A Tailândia homenageou nesta sexta-feira as vítimas do atentado de segunda-feira em Bangcoc com uma cerimônia inter-religiosa, enquanto as autoridades seguem sem dar uma explicação clara sobre a autoria de um ataque que ainda não foi reivindicado.

Monges budistas iniciaram a prece, à qual se uniram religiosos muçulmanos, cristãos, hindus e siques, realizada no mesmo templo onde ocorreu a explosão e no qual também estiveram presentes autoridades locais e representantes do corpo diplomático.

Operários municipais trabalharam toda a noite no templo de Erawan para reparar os últimos sinais visíveis da explosão, que deixou 20 mortos e mais de cem feridos.

O jovem que foi gravado por câmeras de segurança enquanto deixava uma mochila no recinto religioso momentos antes da explosão continua sendo o principal alvo de uma investigação sobre a qual a polícia e a junta militar seguem divulgando informações contraditórias.

O chefe da polícia, Somyot Pumpanmuang, disse na quinta-feira que o ataque foi planejado durante um mês por uma rede de 10 indivíduos, entre os quais haveria estrangeiros e tailandeses.

Entre eles havia outras duas pessoas que aparecem nas imagens das câmeras de segurança, mas que ontem à noite foram descartadas pela polícia após comprovar que ambos suspeitos são guias turísticos.

Por sua parte, o porta-voz da junta militar, Winthai Suvari, qualificou como “improvável” que o terrorismo internacional esteja por trás do ataque, conclusão à qual chegou após consultar serviços de inteligência de países aliados.

Suvari também negou que os alvos do ataque fossem cidadãos da China, país de nacionalidade da maioria de vítimas estrangeiras.

Apesar dos fortes controles de segurança desdobrados em aeroportos e pontos fronteiriços, a missão de captura dos suspeitos ainda não deu resultados. EFE

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