WhatsApp passará a ter anúncios em breve

  • Por Renato Barcellos
  • 10/10/2018 15h23
EFE/Ritchie B. TongoPara garantir seu futuro, o Whatsapp adicionará as publicidades nos Status do aplicativo

O maior serviço de mensagens gratuitas do ocidente, o WhatsApp, começará a ter anúncios em breve, dizem fontes de dentro da empresa ouvidas pela Jovem Pan. A medida tem sido debatida desde o ano passado, quando dois fundadores deixaram a companhia por desavenças com Mark Zuckerberg, dono do Facebook que a adquiriu em 2014.

Para garantir seu futuro, o Whatsapp adicionará as publicidades nos Status do aplicativo, equivalente ao Stories do Instagram. Após assistir uma sequência desses Status, um anúncio aparecerá na tela do usuário, assim como acontece no aplicativo de fotos e vídeos, que também pertence ao Facebook.

Apesar da confirmação da adição das publicidades, ainda é muito cedo para definir uma timeline específica para esse lançamento. De acordo com as fontes, o Whatsapp será cauteloso e fornecerá mais detalhes antes de incluir qualquer anúncio no Status.

Recentemente, Brian Acton, um dos fundadores do aplicativo, concedeu entrevista à Forbes e disse se sentir um “vendido” por ter negociado a companhia com Facebook. Acton também revelou que o CEO do Facebook já tinha planos de monetizar o serviço antes mesmo de concluir a compra do serviço de mensagens.

Em 2017, os criadores do WhatsApp deixaram a empresa, fundada em 2009, por conta de desavenças com Zuckerberg, que desejava rentabilizar o serviço o quão antes possível e conectar o aplicativo com a rede social para minerar dados dos usuários. O primeiro a abandonar o barco foi o próprio Acton. Na sequência, foi a vez de Jan Koum. Ambos haviam prometido que o Whatsapp não teria anúncios.

De acordo com Acton, o contrato de venda do serviço de mensagens para o Facebook tinha uma cláusula que permitia que, tanto ele quanto Koum, pudessem retirar as ações da empresa caso Zuckerberg adicionasse anúncios no aplicativo sem o consentimento dos dois.

E apesar dessa segurança, Acton abriu mão dos 850 milhões de dólares que tinha direito e disse à Forbes: “No fim das contas, eu vendi minha empresa. Eu vendi a privacidade dos meus usuários para um bem maior. Eu fiz uma escolha e cedi. E eu tenho que viver com isso todos os dias”.