Alexandre Borges: Pela reforma, Governo e Congresso precisam superar divergências

  • Por Alexandre Borges/Jovem Pan
  • 09/05/2019 08h45 - Atualizado em 14/05/2019 13h44
Ana Volpe/SenadoSegundo a última pesquisa CNI/Ibope, a reforma já é aprovada por 59% da população

O incansável ministro da economia Paulo Guedes esteve nesta quarta-feira (08) na primeira sessão da comissão especial da reforma da previdência, numa sessão que durou mais de 7 horas e que animou os mercados.

Foi novamente atacado com baixarias e ofensas pessoais por uma banda podre da podre da política que aposta no caos financeiro do país com total falta de responsabilidade e compromisso com a nação.

A reforma da previdência é uma necessidade inegável e pode gerar mais de 1 trilhão de reais para o Brasil, devolvendo parte da solvência fiscal e mostrando ao mundo, especialmente aos investidores internos e externos, que ainda vale a pena colocar dinheiro aqui.

Paulo Guedes chegou à sessão acompanhado do presidente da câmara Rodrigo Maia, um aliado importantíssimo da reforma que precisa de todo apoio que puder conseguir para conquistar ao menos 308 votos na câmara dos deputados e 49 votos no senado.

Segundo o placar elaborado pelo Atlas Político, hoje a reforma conta com o apoio integral de 100 deputados e o apoio parcial de 112 que ainda precisam ser conquistados. Mesmo que todos os apoiadores parciais sejam convencidos, ainda faltariam 96 votos entre os 157 que se dizem indecisos. Ainda há muito trabalho pela frente.

Dos 513 deputados federais, 144 são classificados neste levantamento como contrários à reforma. Todos estes 144 terraplanistas e negacionistas da câmara juntos não são capazes de barrar a aprovação da reforma, já que ainda sobrariam 369 votos a serem conquistados.

A tática adotada por muitos dos inimigos da reforma é a dissimulação. Para não se colocarem publicamente contra a reforma, dizem que são contra “esta reforma”, sem deixar claro qual exatamente a proposta que apoiam. Segundo a última pesquisa CNI/Ibope, a reforma já é aprovada por 59% da população.

Governo e Congresso precisam superar as divergências em nome da mais importante reforma do país no momento, não apenas para garantir os votos mas também esclarecer seus principais pontos para a população que é diariamente bombardeada, especialmente nas redes sociais, por campanhas promovidas pelos agentes do caos.

Os inimigos da reforma são muitos, mas cada eleitor deve ter especial atenção em relação ao seu congressista que diz que apoia a reforma mas não essa, porque ele está apoiando algum país para receber investimentos, crescer e se desenvolver, mas não esse.