Brasil segue seu calvário com morte de Teori Zavascki

  • Por Jovem Pan
  • 20/01/2017 12h30
RJ - AVIÃO/QUEDA/PARATY - POLÍTICA - Bombeiros chegam em local de acidente aéreo em marina em Paraty, no Rio de Janeiro, onde o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, morreu ontem, 19, em acidente aéreo ocorrido no local. Teori Zavaski era o relator da Lava Jato no STF. O dono do grupo Emiliano estava entre as vítimas do acidente. 20/01/2017 - Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDOResgate avião Teori - AE

O Brasil segue seu calvário. Na tarde desta quinta-feira (19), morreu em um trágico acidente de avião o ministro do Supremo Tribunal Federal e mais quatro pessoas.

“A morte de Teori Zavascki é mais um capitulo trágico do calvário brasileiro. O falecimento repentino do magistrado deixa enlutado não apenas amigos e familiares, mas toda a nação brasileira”, diz Marcelo Madureira.

Para o comentarista, com a morte do magistrado, tudo fica em suspenso até que o processo retome seu caminho. “Com a morte trágica, perdem todos os homens e mulheres de bem deste País. Mais uma vez”, finaliza.

Acidente aéreo

O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki morreu no acidente do avião que caiu nesta quinta-feira (19) nas proximidades de Paraty, no Rio de Janeiro. A aeronave partiu do Campo de Marte (SP) e ia para o Rio de Janeiro com quatro passageiros a bordo. A informação da morte do magistrado foi confirmada pelo filho dele pelo Facebook. Antes, o filho de Zavascki havia confirmado a presença do pai no voo e pediu para os amigos para “rezarem” pela sobrevivência do ministro.

Teori, que tinha 68 anos, era o ministro relator das ações da Operação Lava Jato no Supremo. Cabia a ele os próximos e decisivos passos da investigação que envolve alguns dos políticos mais emblemáticos do Brasil e que possuem foro privilegiado e, portanto, só podem ser julgados pela mais alta corte.

O ministro era responsável pela homologação das conhecidas “delações do fim do mundo”, colaborações de 77 executivos da construtora Odebrecht com a Justiça. A expectativa era que o ministro do STF começasse a decidir em fevereiro a oficialização ou não das delações que envolviam diversos políticos importantes dos núcleos do governo de Michel Temer e Dilma Rousseff. Enquanto estava em recesso, a equipe de juízes do ministro analisava o extenso material resultante de uma longa negociação que se estendeu por todo o ano de 2016.