Alexandre Borges: Hoje tem paralisação na Escolinha do Professor Grevista

  • Por Alexandre Borges/Jovem Pan
  • 15/05/2019 08h52
Ronaldo Silva/Estadão ConteúdoVou sugerir algumas atividades que depois podem ser discutidas em sala de aula com o professor que estará nas ruas hoje gritando “Lula Livre” em nome da educação

Hoje é dia de paralisação na Escolinha do Professor Grevista. Como muitos pais terão que ficar com os filhos em casa, vou sugerir algumas atividades que depois podem ser discutidas em sala de aula com o professor que estará nas ruas hoje gritando “Lula Livre” em nome da educação.

O primeiro exercício é de matemática. Ano passado, o rombo da previdência do Brasil foi de R$ 290,2 bilhões, o maior já registrado em todos os tempos e 8% superior ao rombo de 2017. O buraco é calculado somando a arrecadação do INSS, que atende os trabalhadores do setor privado, e do RPPS, que cuida de funcionários públicos da União e militares, e depois subtraindo o pagamento dos benefícios.

Seus filhos podem refazer as contas do rombo bilionário que a Previdência causa nas contas públicas do Brasil, um buraco do tamanho de 3% do produto interno bruto do país. Amanhã, de volta à escola, eles podem mostrar os números para o professor de matemática grevista.

Depois deste exercício, as crianças podem estudar história, especialmente os períodos em que o governo brasileiro quebrou e não teve dinheiro em caixa para pagar suas contas. Quando eu ainda estava na escola, nos anos 80, vi o que as chamadas políticas heterodoxas do governo Sarney, o Plano Cruzado, o Plano Bresser, entre outras aberrações como essas, causaram ao cidadão comum como hiperinflação, recessão e a destruição da economia do país.

Terminado o estudo de história, as crianças podem estudar biologia e entender porque o brasileiro está vivendo mais e como a longevidade média da população afeta o cálculo da previdência. O brasileiro hoje vive, em média, 76 anos, o índice mais alto já registrado. Em 1960, a média de vida no país era de 54 anos. Em 1970, vivia 59 anos. Em 1980, 61 anos. Em 1990, 65 anos.

Entre 1960 e 2018, o brasileiro ganhou, em média, 22 anos de vida e a população também aumentou de 72 milhões para quase 210 milhões. É muito mais gente vivendo mais e se aposentando. O professor de biologia grevista pode amanhã explicar para seus filhos na escola como o aumento da população e da longevidade média é algo positivo para todos.

Para concluir, as crianças e jovens do país podem fazer uma redação em que explicam que um país com as contas em ordem pode receber investimentos internos e externos, pode controlar a inflação que destrói o valor da moeda e dar mais oportunidades a todos.

Vai ser uma aula de responsabilidade e compromisso com todos os brasileiros.