Guerra do RJ só será vencida por tropas que tenham poder de Polícia

  • Por Jovem Pan
  • 21/02/2018 10h32
Tomaz Silva/Agência BrasilNão é difícil aperfeiçoar o plano de intervenção: basta adotar algumas regras fixadas pela ONU no Haiti

Admita-se que a intervenção federal foi precipitada para tornar menos anêmica a taxa de popularidade do Governo Temer.

Admita-se, também, que uma ação desse porte deveria ser planejada muito mais cuidadosamente.

Admita-se, ainda, que as limitações impostas à atuação do Exército ameaçam reduzir a defensiva contra o crime a uma intervenção meia-boca.

Feitas essas ressalvas, é preciso admitir que essa operação de socorro deveria ter ocorrido há muito tempo. E é preciso, sobretudo, reconhecer que uma ofensiva do gênero só terá êxito se conduzida pelo Exército.

A conversa fiada dos partidos ditos de esquerda é coisa de babá de bandido. Eles ignoram, por exemplo, que o RJ de 2017 lembra a Colômbia do último quarto do século passado, atormentada pela violência do narcotráfico.

Os carteis de Cáli e Medellin ainda existiriam se as Forças Armadas não fossem encarregadas de restabelecer a ordem pública e garantir a segurança nacional.

Outro exemplo: durante 13 anos tropas brasileiras participaram com eficácia da bem-sucedida missão de paz da ONU no Haiti.

Esses dois precedentes históricos avalizam o engajamento do Exército na missão de reincorporar os morros cariocas ao território nacional.

Não é difícil aperfeiçoar o plano de intervenção: basta adotar algumas regras fixadas pela ONU no Haiti.

A guerra do RJ só será vencida, insista-se, por tropas que tenham poder de Polícia e sejam poupadas de restrições absurdas exigidas por gigolôs dos direitos humanos.

A face horrível do País foi escancarada no momento em que os bandidos amputaram do mapa do Brasil os morros e as favelas do RJ. É preciso eliminá-la cirurgicamente.

Confira o comentário completo de Augusto Nunes: