Em tempos de presidente pequeno e indecente, que John McCain supere mais este desafio

  • Por Caio Blinder/Jovem Pan
  • 21/07/2017 05h56
WAS01. WASHINGTON, DC (EE.UU.), 19/07/2017. Una fotografía de archivo del 11 de julio de 2017 muestra al senador de Arizona John McCain durante la audiencia del comité sobre la nominación de Richard Spencer para ser Secretario de la Marina, en Washington, DC (EE.UU.). McCain, de 80 años, fue diagnosticado con cáncer de cerebro, según informes citando una declaración de su oficina, el 19 de julio de 2017. El tumor fue descubierto en el Mayo Clinic Hospital en Phoenix, Arizona después de que el senador se sometiera a una cirugía menor el pasado 14 de julio, para eliminar un coágulo de sangre por encima de su ojo izquierdo. EFE/Michael Reynolds

Aos 80 anos, o senador republicano John McCain já passou por muita coisa ruim na vida, como ser preso e torturado pelos norte-vietnamitas na guerra, perder uma eleição presidencial para o neófito Barack Obama e o anúncio esta semana de câncer cerebral.

A reação bipartidária de solidariedade foi fulminante e não se trata de algo protocolar. O sentimento é genuíno. John McCain é um autêntico herói nacional. Não é claro para ele, Donald Trump. No começo de sua campanha eleitoral em 2015, o agora presidente alfinetou McCain, dizendo que não o considerava um herói de guerra, pois ele fora capturado.

Eu, como tantos, subestimei o momento histórico. Calculei que Trump não sobreviveria a este comentário boçal. No entanto, vivemos neste nada admirável mundo novo em que alguém como Trump, que se evadiu de combater no Vietnã, é a pessoa mais poderosa do mundo.

São tempos anormais e John McCain, que tem 80 anos de uma vida extraordinária para oferecer, é um político normal. Ao longo da carreira, mostrou ter momentos de coragem (como um espírito independente) e também estúpidos, como selecionar Sarah Palin, a pessoa mais célebre do Alaska, para ser companheira de chapa na eleição de 20o8. Como político, em alguns momentos age com princípios e, em outros, com mero oportunismo

Mas, é o momento de destacar a grandeza de McCain. Na imprensa e nas redes sociais, se multiplicam as imagens dos momentos heróicos de sua vida. Um deles do seu retorno do Vietnã, após cinco anos e meio de cativeiro.

E um outro momento que se tornou viral é a cena de McCain num papo com eleitores na campanha de 2008, abafando vozes primitivas e preconceituosas, tratando Barack Obama como um ser alienígena, não americano, algo que se tornou a marca registrada de Donald Trump.

McCain, firme e educado, abafa estas vozes, observando que suas divergências com Obama eram políticas e que seu adversário na eleição era um homem decente, honrado e patriota.

Nestes tempos de um presidente pequeno e indecente, eu desejo que John McCain supere mais este desafio.