Candidaturas encontram resistências em seus partidos, mas fenômeno Trump existe

  • Por Felipe Moura Brasil/Jovem Pan
  • 12/03/2018 10h55
Elza Fiúza/ABrNos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano, venceu a disputa eleitoral de 2016 contra Hillary Clinton, do Partido Democrata, sem unir os republicanos em torno de sua candidatura

A “candidatura” do inelegível Lula já divide o PT – tanto que Gleisi Hoffmann manda recados aos petistas, tentando impedir que o partido atire o condenado aos leões.

A candidatura de Jair Bolsonaro, líder nos cenários sem Lula das pesquisas eleitorais, encontra resistências de dirigentes estaduais do PSL, mesmo após a saída da corrente interna Livres, que não aceitou a chegada do deputado à sigla.

A candidatura de Geraldo Alckmin, que não decola nas pesquisas, é vista com preocupação no PSDB e desperta críticas duras do prefeito tucano de Manaus, Arthur Virgílio.

A candidatura de Marina Silva perdeu força com a saída da Rede dos deputados Alessandro Molon e Aliel Machado, que deixaram o partido sem o número mínimo de cinco representantes no Congresso exigido para garantir a participação nos debates eleitorais no rádio e na TV neste ano.

A candidatura de Guilherme Boulos não é digerida por metade do PSOL, segundo o psolista Plínio de Arruda Sampaio Jr., e despertou a ira de João Batista Oliveira de Araújo, o Babá, um dos fundadores do partido, que mandou o líder do MTST ir “se abraçar com o governo corrupto de Lula dentro do PT”.

Os presidenciáveis que conseguiram a união de seus correligionários em torno de suas candidaturas, aparentemente, são João Amoêdo (Novo), Rodrigo Maia (DEM), Álvaro Dias (Podemos) e Ciro Gomes (PDT). Só lhes faltam votos.

Nos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano, venceu a disputa eleitoral de 2016 contra Hillary Clinton, do Partido Democrata, sem unir os republicanos em torno de sua candidatura. Veremos se, em nosso país, o fenômeno se repetirá.