Felipe Moura Brasil: Falta a extinção do PT

  • Por Felipe Moura Brasil/Jovem Pan
  • 15/02/2019 08h10
EFE/HEDESON SILVA Palocci, que coordenou a campanha de 2010 de Dilma Rousseff, confirmou em delação que ela foi eleita com propina da JBS, acertada por Guido Mantega e depositada para o PT em conta no exterior

Uma notícia fundamental passou quase despercebida em meio à polêmica envolvendo Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebianno.

O ex-ministro dos governos petistas Antonio Palocci, que coordenou a campanha de 2010 de Dilma Rousseff, confirmou em delação que ela foi eleita com propina da JBS, acertada por Guido Mantega e depositada para o PT em conta no exterior.

Foram 150 milhões de dólares, de acordo com Joesley Batista, dono da empresa.

Segundo Palocci, Joesley ainda referiu que emprestava a conta para o ex-presidente do BNDES Guido Mantega e o então tesoureiro petista João Vaccari Neto, atualmente preso, para que recebessem valores envolvendo acordos ilícitos do PT.

Palocci contou que Joesley lhe ofereceu o uso dessa conta, caso o ex-ministro precisasse receber algum valor de quem quer que fosse, mas que recusou a utilização.

Tempos atrás, uma delação que corroborasse a fraude petista à democracia em uma eleição presidencial cairia como uma bomba no país. Mas a roubalheira envolvendo o partido foi tamanha, e a saída do PT do governo um alívio tão grande, que nenhuma sujeira mais espanta, nem quando vem de um dos maiores companheiros de Lula.

Isso não pode, claro, arrefecer a busca de Justiça, com a devida punição dos responsáveis por atos ilícitos. De acordo com o inciso I do artigo 28 da Lei dos Partidos Políticos, o Tribunal Superior Eleitoral, após trânsito em julgado de decisão, determina o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique provado ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência estrangeira.

Recursos como esses, de uma conta no exterior abastecida com propina da JBS.

Em resumo: Lula já está preso, e o foco do debate público está no governo Bolsonaro, mas a Lava Jato só terá fechado um novo ciclo quando o PT for extinto.