Participação de Freixo deixa evidente motivação política em vídeo da classe artística

  • Por Felipe Moura Brasil/Jovem Pan
  • 28/02/2018 11h05
Reprodução/FacebookA motivação política do próprio vídeo desse tal movimento 342 fica evidente com a participação do deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL do Rio, pré-candidato a deputado federal neste ano

Imitando mais uma vez os artistas da esquerda de Hollywood, Sonia Braga, Caetano Veloso, Gregório Duvivier e outros militantes da chamada classe artística brasileira gravaram um vídeo em que se intercalam com declarações curtas sobre uma questão que nada tem a ver com o ofício deles: no caso, a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, que chamam de farsa, como se motivações políticas do governo de Michel Temer fizessem dela uma medida errada ou desnecessária.

A motivação política do próprio vídeo desse tal movimento 342 fica evidente com a participação do deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL do Rio, pré-candidato a deputado federal neste ano.

É curioso: Freixo não condenava os Black Blocs, rejeitados pela população fluminense em razão dos atos de vandalismo, mas condena a intervenção, aprovada por ela.

Em setembro de 2013, após votar contra a proibição de máscaras em protestos, Freixo foi questionado na saída da Assembleia Legislativa sobre a atuação dos Black Blocs e respondeu o seguinte: “vários movimentos têm vários métodos distintos. Eu não sou juiz para ficar avaliando os métodos em si. Eu não sou juiz pra dizer que movimento é um movimento correto ou não é. Eu acho que qualquer movimento que visa a construção de uma sociedade mais justa é válido.”

Em fevereiro de 2014, o cinegrafista da Band Santiago Andrade foi atingido por um rojão disparado por um black bloc e acabou morrendo.

Freixo, que não era juiz para ficar avaliando os métodos em si, mudou então o discurso, afirmando no Facebook: “Sou totalmente contra a violência, como método e como princípio.”

Agora, o socialista que não assume suas responsabilidades morais e contradições, diz sobre a intervenção: “O Exército e a Polícia Federal podem, sim, ajudar a Segurança Pública do Rio de Janeiro. Mas não com uma intervenção. Podem fazer com que os seus serviços de inteligência e as informações sejam trocadas, principalmente no combate ao tráfico de armas.”

Claro que Freixo evita falar em tráfico de drogas, ainda mais ao lado de artistas.

O deputado que conta com dez seguranças prega apenas troca de informações entre Exército e PF, porque o PSOL, descolado dos anseios do povo trabalhador das favelas, refém dos traficantes, faz demagogia sobre eventuais ações das forças de segurança, como se elas fossem alvejar pobres e negros, e não os criminosos.

Dá para entender por que Freixo conseguiu fazer a população do Rio, no segundo turno da eleição municipal de 2016, considerar até Marcelo Crivella um mal menor?

A intervenção socialista é sempre favorável aos bandidos.

Nenhum artista vai encobrir esse fato.