Joseval Peixoto: Troca de farpas entre nomes do PSL não pega bem

  • Por Jovem Pan
  • 11/12/2018 10h09
Alex Ferreira/Agência CâmaraAs farpas chegaram a ser bastante agressivas, segundo os dados que estão na internet e nos jornais

Agora que Jair Bolsonaro foi diplomado, resta ao novo presidente, antes de mais nada, silenciar a fogueira de vaidades que tomou conta de seu partido, em razão de desavenças entre a deputada Joice Hasselmann, seu filho Eduardo e o Major Olímpio, que se elegeu senador com a maior votação em São Paulo e, por isso, se diz preparado para liderar o partido.

Parece que esse é o cerne da disputa com Joice Hasselman, cuja votação espetacular lhe dá também credenciais para disputar posição de mando no PSL, partido de Bolsonaro.

As farpas chegaram a ser bastante agressivas, segundo os dados que estão na internet e nos jornais.

Segundo Joice, Major Olímpio comanda o partido com truculência, aos gritos e com ameaça aos desafetos.

Sobre o filho do presidente, Joice afirma que Eduardo se acha o “machão da vez”.

Não é um bom começo, para um grupo que está chegando ao comando da república. A disputa pelo poder faz parte do jogo político, mas o debate tem que ter uma certa elegância.

As ridicularizações não pegam bem, pelo menos não são produtivas.

Em entrevista, por exemplo, o Major declarou que não há racha no partido, pois todos estão contra Joice.

A vaidade é um canto que vem desde o Eclesiastes – na voz de Coélet, filho de David: vaidade das vaidades, tudo é vaidade.

Ficou famosa no cinema a última cena do filme “O advogado do diabo”, quando Al Pacino, interpretando o demônio, vira para a câmara e proclama: “a vaidade é o pecado que eu mais gosto”.