Marco Antonio Villa: Se um candidato sequer consegue participar de debate, como pode gerir a presidência?

  • Por Jovem Pan
  • 12/10/2018 07h45
Agência EFEOs candidatos à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)

Para o historiador e comentarista político Marco Antonio Villa, não é saudável para o processo democrático que o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) não participe dos debates eleitorais do segundo turno. Nesta quinta-feira (11), o ex-capitão do Exército admitiu que considera não participar de nenhum debate com Fernando Haddad (PT) como uma “possibilidade estratégica”.

“O eleitor tem de saber em quem vai votar e por que vai votar. O eleitor não só deve votar pelo anti, pelo medo, pelo receio, embora isso seja componente do voto, inclusive nessa eleição”, afirmou Villa nesta sexta-feira (12). Segundo ele, “é preciso que se teste um candidato num debate”. “Se um candidato sequer consegue participar de um debate, como pode gerir a presidência da República, um cargo que tem tensão 24 horas por dias, sete dias por semana?”, questionou ele.

Nesta quarta-feira, a junta médica que acompanha Bolsonaro desde o ataque a faca que ele sofreu em 6 de setembro em Juiz de Fora (MG) afirmou que ele ainda não está liberado para fazer campanha nem participar de debates. Os médicos argumentaram que, embora esteja evoluindo bem, Bolsonaro ainda está com saúde fragilizada, pois perdeu 15 quilos. O candidato do PSL deve passar por uma nova avaliação na próxima quinta-feira, dia 18.

“Torço para que o Bolsonaro, tendo condições médicas para tal, o que deve acontecer no próximo dia 18, possa participar, se não de todos, dos debates a partir do dia 18. É bom para ele, inclusive, para retirar do candidato [Fernando Haddad] essa etiqueta que queira colocar sobre ele. E é bom para Haddad, para ver como Haddad responde aos debates às terriveis acusações e condenações que pesam sobre o PT, especialmente, sobre o processo do petrolão”, afirmou Villa.