Constantino: Governo deve enfrentar resistência com programa de privatizações

  • Por Jovem Pan
  • 17/07/2019 09h47
Lúcio Tavora/Estadão ConteúdoEquipe econômica precisará vender bons argumentos

A equipe econômica do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), afirmou, nesta semana, que divulgará em breve  detalhes sobre um programa de privatizações que estima arrecadar R$ 450 bilhões para os cofres públicos.

“É uma ótima notícia. A gente sabe que a questão das privatizações é uma das prioridades do ministro da Economia, Paulo Guedes, como um clássico liberal. Eu acho que não faz nenhum sentido, não tem nenhum cabimento, o estado brasileiro deter mais de 130 empresas direta ou indiretamente sob seu guarda-chuva. O Estado não é um bom empresário, o mecanismo de incentivos é inadequado, deu o Petrolão, Mensalão, vários desses escândalos são resultados diretos da presença de estatais sobre o controle do governo. O BNDES também quer desinvestir 100 bilhões ou mais de sua carteira, tudo isso é excelente, vai atrair investidores, dólares para o país, gerar um mecanismo de incentivos mais adequado com a gestão privada tendo que correr atrás de lucro e, por isso, tentando oferecer um serviço mais satisfatório a seus clientes. A livre concorrência também é muito importante, não adianta só privatizar e manter mercados fechados ou oligopólios na mão de grupos privados com subsídios do próprio banco público. Tem que privatizar, tirar o controle da mão do estado e abrir os mercados para gerar a livre concorrência, que é o melhor amigo do consumidor. Vejo isso com muito bons olhos, mas a equipe econômica já sabe que vai encontrar muita resistência, não só na questão da popularidade dessas bandeiras após décadas e décadas de campanhas estatizantes, que demonizavam a privatização e diziam que ela é é entreguismo e que penaliza os mais pobres. É mentira, são vários mitos que precisam ser refutados e que a equipe vai precisar trabalhar, saber vender os casos de sucesso, como o da Eletrobras, e mostrar como é perigoso deixar empresas nas mãos do governo, como a Petrobras“, disse Constantino.