Rodrigo Constantino: Marginais do Brasil já começaram a chiar contra propostas de Moro

  • Por Rodrigo Constantino/Jovem Pan
  • 05/02/2019 07h21
Isaac Amorim/MJSPMoro representa o fim da leniência com bandidos, fruto da mentalidade “progressista” que trata marginal como “vítima da sociedade”

O ministro Sergio Moro, ao lado do ministro Paulo Guedes, representa o mais forte pilar de mudança de postura com o novo governo.

Enquanto Guedes, o “posto Ipiranga”, simboliza a guinada liberal na economia, Moro representa o fim da leniência com bandidos, fruto da mentalidade “progressista” que trata marginal como “vítima da sociedade”. E foi essa a essência da proposta apresentada pelo ministro nesta segunda-feira (04).

Bolsonaro venceu com um discurso bem mais duro no combate ao crime, com alguns de seus seguidores chegando a levantar a bandeira de que bandido bom é bandido morto. Entende-se o grito de desabafo, de indignação, quando observamos a impunidade reinante no país, com mais de 60 mil homicídios anuais.

Claro que alguém como Moro iria pelo caminho estritamente legal, e não na rota paramilitar ou miliciana para enfrentamento da bandidagem. Moro conquistou sua reputação merecida com base num trabalho árduo dentro das leis, com coragem e determinação para fazer o que tinha que ser feito.

Ele agora leva essa experiência para o ministério, e se espera uma conscientização do Congresso em relação à necessidade de tais mudanças. A mídia chama pejorativamente de “bancada da bala” os parlamentares que entendem a necessidade de mudança de postura, alinhada com as propostas de Moro.

O governo foi eleito para isso. Nenhum brasileiro decente aguenta mais tanta impunidade e corrupção.

Se alguém pensou que o caso envolvendo Flavio Bolsonaro e seu ex-assessor Queiroz forçaria um recuo de Moro, então se enganou. O ex-juiz da Lava Jato não aceitaria um papel cosmético. A proposta que agora apresenta comprova isso.

São mudanças importantes e necessárias, que endurecem o combate ao crime. Os marginais do Brasil já começaram a chiar, assim como seus representantes políticos, os partidos de extrema-esquerda.

Guilherme Boulos, invasor de propriedades, tuitou contra as medidas, e a OAB demonstrou preocupação com alguns itens. O que, naturalmente, é ótimo sinal.

Bolsonaro cumpre mais uma promessa de campanha, e agora é pressionar os representantes eleitos para que aprovem as propostas de Moro. Chega de tanta impunidade!