Rodrigo Constantino: Momento é de definir prioridades

  • Por Rodrigo Constantino/Jovem Pan
  • 01/02/2019 07h05
PixabaySe uma reforma nos moldes do que a equipe econômica tem divulgado for mesmo aprovada, os 100 mil pontos serão piso para o Ibovespa

O Ibovespa ultrapassou os 98 mil pontos e o dólar caiu para a faixa de R$ 3,65. Tudo isso mostra as expectativas otimistas dos investidores para com a aprovação das reformas, em especial a previdenciária.

Como pano de fundo para essa animação tivemos a declaração do secretário da Previdência, Rogério Marinho, que disse na noite desta quarta-feira (30) que, por determinação do presidente Jair Bolsonaro, todos os segmentos da sociedade serão incluídos na reforma previdenciária e que os militares também vão “entrar no processo”.

Segundo Marinho, governadores de, pelo menos, oito Estados já se dirigiram a Brasília para oferecer apoio à reforma e expor a situação fiscal dos seus Estados. “As finanças públicas se deterioraram e também teve uma deterioração gradativa dos serviços públicos. Governadores passaram a ser gestores de folha de pagamento. O presidente Bolsonaro quer uma reforma com justiça social. É importante que essa rede de proteção social seja preservada. Quem tem menos, contribui menos e quem tem mais, contribui proporcionalmente mais. Nosso sistema é injusto e insustentável”, disse Marinho.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reunido com um grupo de prefeitos em Brasília, também defendeu a inclusão de todas as categorias na reforma, incluindo militares e funcionários públicos estaduais e municipais.

Agora é o grande teste: a execução! O mercado aposta no sucesso, e por isso os ativos brasileiros se valorizam. Será preciso entregar. Se uma reforma nos moldes do que a equipe econômica tem divulgado for mesmo aprovada, os 100 mil pontos serão piso para o Ibovespa, e o dólar poderá buscar o patamar de R$ 3,50 rapidamente.

Já se os parlamentares do PSL preferirem investir em narrativas sensacionalistas de CPIs em vez de ajudar na articulação com o Congresso, aí complica a situação e a correção será brutal.

O momento é de definir as prioridades. Espera-se que todos os parlamentares tenham consciência disso, para o bem do Brasil.