Rodrigo Constantino: Não resta dúvidas de que o Brasil, sob o PT, caminhava na direção socialista

  • Por Jovem Pan
  • 03/01/2019 08h45
EFE/Antonio LacerdaA partir dos governos Lula e Dilma nossa política externa passou a seguir o Foro de SP, fora o alinhamento com o regime chavista na Venezuela

Em seu primeiro discurso, o oficial de posse no Congresso, Jair Bolsonaro adotou tom bastante sóbrio e republicano. Mas em seu segundo discurso como presidente, falando para um público maior do parlatório, Bolsonaro preferiu adotar uma retórica mais direta e emocional, falando que “nossa bandeira jamais será vermelha”, a menos que seja do sangue dele na luta para mantê-la verde e amarela, e que salvou o Brasil do socialismo.

A esquerda entrou em polvorosa. “Que socialismo? Que papo é esse?” Os agentes socialistas precisam negar a essência socialista do PT, claro. Vimos isso nos jornais e na TV, como Globo News. Miriam Leitão e companhia acham que é absurdo acusar o PT de socialista. Ascânio Seleme, que foi o chefe da redação do GLOBO, é outro que não sabe do Foro de SP, do apoio explícito do PT ao regime venezuelano, dos planos totalitários da quadrilha vermelha?

“E mesmo os governos dos ex-presidentes Lula e Dilma nunca foram socialistas. Foram sociais democratas com foco na distribuição de renda. Ponto final.”, disse.

Ponto final?! Só faltou bater o pezinho enfezado, em tom autoritário. Como assim ponto final? Temer de fato fez um governo razoável de transição, e o que realmente livrou o país do socialismo foi o impeachment de Dilma. Mas negligenciar o risco petista?

O novo ministro da Educação, Ricardo Vélez-Rodriguez, em “A grande mentira”, diz claramente que a partir dos governos Lula e Dilma nossa política externa passou a seguir o Foro de SP, fora o alinhamento com o regime chavista na Venezuela. Isso não é socialismo?

Não resta dúvidas de que o Brasil, sob o PT, caminhava na direção socialista, e chega a ser risível confiar tanto em nossas instituições. Basta pensar no STF para ter calafrios sobre os riscos que de fato corremos.

Os formadores de opinião podem rir, podem ridicularizar o presidente, mas o povo sabe que a ameaça do destino venezuelano pairava no ar. Eis um dos motivos para a guinada à direita com Bolsonaro. Melhor já ir se acostumando, pois nossa bandeira não será vermelha mesmo. Ainda bem!