Rodrigo Constantino: Nova ‘onda’ da esquerda dos EUA é o Green New Deal, um projeto comunista

  • Por Rodrigo Constantino/Jovem Pan
  • 09/02/2019 09h50
EFE Nancy Pelosi, líder democrata, deu um jeito de se afastar taticamente dos companheiros xiitas

A nova “onda” da esquerda americana é falar do Green New Deal. Querem resgatar o ativismo estatal de FDR, mesmo sem a crise de 1929 como pretexto. O que serve de pretexto, hoje, é a iminente ameaça climática, além das desigualdades identitárias. Alexandria Ocaso-Cortez, a estrela democrata em ascensão, já disse que em 12 anos não haverá mais como salvar o planeta se nada for feito, uma histeria ginasial.

Mas finalmente as propostas do tal Green New Deal foram reveladas, e revelaram muito mais do que deveriam: é um projeto comunista, sem tirar nem por. Os conservadores já acusam o movimento ambientalista de ser um disfarce de viúvas comunistas faz tempo. Acusam os ecoterroristas de melancias, verdes por fora e vermelhos por dentro.

Agora não é preciso acusar mais: os defensores do Green New Deal saíram do armário. Numa entrevista, Ocasio-Cortez concordou com o jornalista quando perguntada sobre a crítica conservadora de que o projeto demandaria maciça interferência estatal. Ela disse, orgulhosa, que sim.

Há tanta barbaridade, tanto absurdo, tanto radicalismo, tanta utopia, que chega a ser realmente constrangedor, e até Nancy Pelosi, líder democrata, deu um jeito de se afastar taticamente dos companheiros xiitas.

Para começo de conversa, eles querem remodelar em apenas uma década toda a matriz energética da América. Algo como 90% seria trocado por energia “limpa”. Carvão, petróleo, gás, tudo aquilo que garante o funcionamento da economia e o aquecimento das casas estaria com seus dias contados. Até energia nuclear, que é limpa, desapareceria.

Uns 60 milhões de empregos dependentes dessas indústrias todas seriam extintos. Todas as propriedades industriais e residenciais passariam por adaptações. O custo trilionário seria pago como? Eles não explicam direito. Taxando os “mais ricos”, usando o Federal Reserve, ou seja, imprimindo dinheiro e produzindo hiperinflação.

O estado teria o controle de tudo, num planejamento central soviético, para usar comitês e decidir cada detalhe das vidas e da economia americanas. Ela, a ex-atendente de bar, substituiria os milhões de economistas, empresários, especialistas que gerem a economia mais complexa do mundo. Comitê, ou seja, soviete, é um dos termos mais repetidos no texto.

A saúde seria socializada, uma espécie de SUS imposto por toda nação.

Haveria segurança econômica para todos aqueles que não podem ou não querem trabalhar. Isso mesmo! Se você não quer trabalhar, ainda assim o estado vai te garantir “segurança econômica”. É o mundo do faz de conta dos sensacionalistas e demagogos da esquerda radical, cada vez mais influente no Partido Democrata.