Rodrigo Constantino: Ronald Reagan não usou infância difícil para posar de vítima

  • Por Jovem Pan
  • 07/02/2019 18h08
EFEReagan merece respeito e admiração por todos aqueles que defendem a liberdade individual

Ronald Wilson Reagan foi um ator e político norte-americano, o 40.º presidente dos Estados Unidos. Ele nasceu no dia 6 de fevereiro de 1911, em Illinois. Merece uma homenagem, pois deixou como legado coisas incríveis, como a recuperação da economia americana e a derrocada do império soviético e da Alemanha comunista.

Não custa lembrar que ele assumiu a presidência após os catastróficos anos de Jimmy Carter, numa era de estagflação por conta dos excessivos gastos do governo, prejudicada ainda mais pela crise do petróleo. Sua política econômica ficou conhecida como “Reaganomics”, e consistia basicamente em redução de impostos, desregulamentação e maiores gastos com defesa.

De família pobre e com pai alcoólatra, Reagan teve uma infância difícil. Ele não usou sua infância difícil como justificativa para posar de vítima, e sim para aprender lições e superar os obstáculos na vida.

Um dos grandes méritos de Reagan, que havia sido ator, era a simplicidade de sua linguagem, a forma direta e objetiva com a qual expressava suas idéias. Não por acaso os “intelectuais” detestavam Reagan, considerado um idiota por boa parte da elite americana. Em 1981, por exemplo, falando para estudantes, ele foi categórico ao afirmar que o ocidente iria dispensar o comunismo como um capítulo bizarro da história humana, cujas últimas páginas estariam naquele momento sendo escritas. Isso foi dito numa época em que muitos desses “intelectuais” ainda defendiam o regime comunista. Reagan era um sujeito objetivo e sincero, tinha clareza moral, e tachou de “império maligno” a União Soviética, o que mais tarde ficou evidente ser o caso.

A lição que ele extraía da era moderna é que colocar poder demais nas mãos do Estado era muito perigoso. Ele se opunha ao coletivismo comum de seu tempo. Não é possível controlar a economia sem controlar as pessoas, e Reagan entendia isso. Os elevados impostos e a burocracia incompetente foram seus grandes inimigos internos, enquanto o comunismo era seu alvo externo.

Não obstante seus defeitos como pessoa e seus erros enquanto presidente, Ronald Reagan merece respeito e admiração por todos aqueles que defendem a liberdade individual. E, de fato, trata-se de um dos presidentes mais admirados de todos os tempos. “A liberdade nunca está a mais de uma geração de ser perdida”, alertava ele. Um alerta sempre necessário.