Procura por alianças continua, mas não depende apenas de partidos e políticos

  • Por Jovem Pan
  • 24/04/2018 08h05
Marcelo Camargo/Agência BrasilDe fato esse movimento começou, mas não depende só de partidos e políticos porque há a Lava Jato e investigações em curso

Os partidos e candidatos começam a admitir possibilidade de acordos e alianças, mas essas costuras não dependem apenas deles. Diante de quadro eleitoral mostrado pelas pesquisas em que quase todos são nanicos, começaram a pensar que não sejam aquilo que o eleitor está procurando, e começaram a procura por alianças.

O ex-prefeito João Doria disse que esteve com Michel Temer e conversaram sobre aliança no plano estadual e nacional. O ex-governador Geraldo Alckmin também fala em alianças. O DEM persiste em manter Rodrigo Maia como pré-candidato por ter os atributos necessários para a disputa, mas isso por enquanto.

De fato esse movimento começou, mas não depende só de partidos e políticos porque há a Lava Jato e investigações em curso. Hoje tem o chefe da força-tarefa da Operação em SP dizendo que pode usar informações contra Alckmin.

Detalhes da delação de Joesley Batista divulgados na semana passada também podem ameaçar os políticos – alguns deles até que participarão da corrida eleitoral.

Mau momento de Alckmin

Ele passou bastante preservado por seu período no governo de SP. Mas agora que está sem o foro, ele está numa “savana” à mercê de predadores outros em ambiente menos controlado. O próprio MP paulista pediu abertura de procedimento por improbidade.

Agora o MPF que o faz na figura do coordenador da Lava Jato em São Paulo. Além disso, há outros fatores de tucanos que podem influenciar sua candidatura. Um deles é Aécio Neves. Há também a decisão sobre o ex-governador Eduardo Azeredo e ainda investigações que envolvem denúncias contra José Serra.

Todas essas notícias impactam a candidatura de Alckmin. E o ninho tucano ainda não está 100% convencido da candidatura do ex-governador paulista.

Exposição de candidatos

Os políticos aproveitam as brechas de exposição para se postar, já que o período de campanha neste ano é curto.

O que estranha é que as coisas estejam tão flagrantes e o MP Eleitoral esteja em silêncio.

Em 15 de maio começa a arrecadação eleitoral, então a campanha começar apenas em agosto é só para inglês ver, porque ela está a pleno vapor.

Confira o comentário completo de Vera Magalhães: