Vera Magalhães: Mourão recebe alertas para falar menos, mas não parece disposto a isso

  • Por Jovem Pan
  • 06/12/2018 07h54
Divulgação/Exército BrasileiroMourão não dá nenhuma demonstração de que pretende seguir os alertas da equipe de Governo para não falar muito

Nos bastidores do Governo, o futuro vice-presidente, General Mourão, recebeu novos alertas para falar menos, mas ele não pareceu disposto a seguir tais orientações.

O pano de fundo é a disputa por poder. Ele disse várias vezes ao longo da campanha e da transição que não gostaria de ser um “vice decorativo” e gostaria de ter função executiva ou de coordenação das áreas do Governo. O desenho que está se configurando, entretanto, não é assim. Ele seria um vice sem esse tipo de função.

Mourão não dá nenhuma demonstração de que pretende seguir os alertas da equipe de Governo para não falar muito. Ele foi ao Twitter dizer que as tentativas de indispô-lo com a equipe partem da imprensa, mas também afirmou a jornalistas que Onyx, se tiver comprovado o recebimento de caixa dois, irá ser afastado. Isso forçou Bolsonaro a dizer o mesmo caso se comprovem investigações contra qualquer auxiliar. O presidente eleito, entretanto, não citou nominalmente seu futuro ministro da Casa Civil.

Mourão disse, e militares percebem isso quando questionados, que a tarefa concentrada nas mãos de Onyx pode trazer problemas ao Governo. O mal-estar está instalado e não se sabe o poder disso, mas tem que se resolver antes da posse.

Prioridade a Previdência e articulação política

Na articulação política segue o ruído e a indefinição clara de quem irá tocar cada área. Os congressistas percebem isso.

Tive a oportunidade de entrevistar Ronaldo Fonseca e Moreira Franco. Eles mesmo dizem que parlamentares são vaidosos e não querem articulação em que você não sabe com quem falar.

A articulação política feita na base do voluntarismo talvez não funcione muito bem.

Confira o comentário completo de Vera Magalhães: