Tratamentos hormonais são opções no combate ao câncer de próstata

  • Por Jovem Pan
  • 15/12/2017 09h11
Marcos Santos/USP ImagensMesmo quando o tratamento que diminui a testosterona não dá mais resultado, outros anti-hormonais podem funcionar muito bem, como a enzalutamida e abiraterona

Os tratamentos hormonais são opções no combate ao câncer de próstata. Mesmo quando o tratamento que diminui a testosterona não dá mais resultado, outros anti-hormonais podem funcionar muito bem, como a enzalutamida e abiraterona.

No entanto, nós sabemos que nem todos os pacientes respondem a essas medicações. E a medicina vem se aprofundando para descobrir novos biomarcadores que podem prever com antecedência quem responde ou não a um tratamento. Um desses potenciais biomarcadores é o chamado ARV 7, que é uma variante de receptor de andrógeno e mostra insensibilidade aos tratamentos com enzalutamida e abiraterona.

Um estudo publicado no European Urology avaliou 85 pacientes com câncer de próstata em que o primeiro tratamento hormonal já havia falhado e eram tratados com enzalutamida ou abiraterona. Pesquisadores constataram que o ARV 7 estava presente no sangue de 18% dos pacientes. Nos homens que tinham essa variação presente a sobrevida livre de progressão da doença foi da ordem de 50% menor do que nos pacientes que não tinham essa variação.

Portanto, esse estudo mostra que o ARV 7 pode ser um grande discriminador para que usemos essas medicações hormonais quando essa variação não está presente e que pensemos em outros tratamentos quando está presente. Nesse sentido, a quimioterapia pode ser uma boa estratégia porque não se mostra ineficaz.

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