Rua da Consolação: nome, curiosidades e história desse marco feliz de nossa cidade

  • Por Jovem Pan
  • 15/06/2017 14h25 - Atualizado em 29/06/2017 00h30
Vista geral do Cemitério da Consolação

No passado, a Rua da Consolação teve vários nomes: Caminho dos Pinheiros, Estrada de Sorocaba, Estrada de Nossa Senhora do Ó. Todos eles traduzindo a saída da cidade rumo ao espigão e atravessando terras da antiga sesmaria de Manuel Preto, local em que em 1799 foi construída a igreja dedicada a Nossa Senhora da Consolação. Daí o nome da Rua da Consolação.

Aliás, fazia muito que o governo da metrópole, tomado por um raríssimo surto democrático, decidira abolir o sepultamento obrigatório dos mortos na igreja seguindo o seguinte critério: os mais ricos tinham os seus jazigos perto dos altares e os mais pobres, lá para trás. Tempo depois, em 1854, as autoridades paulistanas inaugurariam na Rua da Consolação o cemitério que até hoje lá está, prevendo o seu regulamento, segundo Rodrigues Porto, que se algum morto ressuscitasse pagaria aos coveiros a gratificação de R$ 100 mil.

Você sabe quantos anos consumiu a construção da atual igreja da Consolação? Intermináveis 49 anos de obras. Na Rua da Consolação também tivemos um velódromo onde o Clube Paulistano manteve a sua primeira sede. Tivemos também ali o primeiro reservatório de água e vários cinemas: o América foi um deles.

Curioso que mesmo após o alargamento da rua, a Consolação continuou como rua, sem ter até hoje conquistado o status de avenida. Pouco importa: rua ou avenida, a Consolação é um marco feliz de nossa cidade.

Ouça Cacilda Decoussau AQUI.