Vergonhosa a decisão de câmara do TJ que anula júri do massacre do Carandiru

  • Por Jovem Pan
  • 28/09/2016 11h07
Brasil, São Paulo, São Paulo, 11/10/1992, Parentes leem lista de detentos e óbitos expostas à frente da Casa de Detenção do Carandiru. Para conter uma rebelião que teve início no pavilhão 9, a Tropa de Choque de São Paulo, comandada pelo coronel Ubiratan Guimarães, invadiu o presídio do Carandiru e matou 111 presos.Segundo muitos presos, o número oficial está abaixo da realidade, já que se afirma que pelo menos 250 detentos foram mortos na invasão. No ano de 2002, iniciou-se o processo de desativação do Carandiru, com a transferência de presos para outras unidades. Atualmente o presídio encontra-se totalmente desativado, com alguns de seus prédios já demolidos e outros que foram mantidos, para serem posteriormente reaproveitados.O governo do estado de São Paulo construiu um grande parque no local, o Parque da Juventude, além de instituições educacionais e de cultura. - Crédito:MÁRCIA ZOET/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:4443Parentes leem lista de detentos e óbitos expostas à frente da Casa de Detenção do Carandiru em outubro de 1992

Justiça anula júri e abre caminho para absolvição dos réus do Massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992.

A quarta Câmara Criminal do TJ de São Paulo considerou que as condenações dos 74 PMs foram contra as provas apresentadas aos jurados.

O voto do relator do caso superou as expectativas da defesa ao pedir a anulação dos julgamentos e a absolvição dos condenados. O desembargador Ivan Sartori chamou o processo de vergonhoso e disse que a promotoria não demonstrou a autoria individualizada de cada réu.

Marco Antonio Villa comenta: se esses senhores estivessem no tribunal de Nuremberg, eles inocentariam os nazistas. É inacreditável. Os caras entram metralhando, matam 111 e ele diz que o processo é vergonhoso.

É uma questão de brasilidade. Ou nós honramos as calças que vestimos ou vamos embora deste País.

O processo é “vergonhoso”, ele diz? Vergonhosa é essa decisão.

Basta ter conhecimento do que aconteceu naquele trágico outubro de 1992.

Isso é um Estado democrático de direito?