A polêmica intervenção federal no Rio de Janeiro: sinais de que Temer será candidato?

  • Por Jovem Pan
  • 20/02/2018 21h02
EFE/Joédson AlvesO ministro Moreira Franco, da Secretaria-Geral, reagiu e negou que essa seja a intenção do presidente
A Câmara aprovou, na madrugada desta terça-feira (20), o decreto que autoriza a Intervenção Federal na segurança do Rio de Janeiro. Foram 340 votos a favor, 72 contra e uma abstenção. A sessão durou mais de 7 horas.
É a primeira vez que o Congresso analisa uma intervenção em um Estado desde a promulgação da Constituição de 1988.
Aprovado na Câmara, o texto segue agora para o Senado. Para ser aprovado por lá, o decreto precisa do voto favorável da maioria simples dos senadores, desde que estejam presentes pelo menos 41 dos 81 parlamentares.
O decreto presidencial fez surgir questionamentos em Brasília. Segundo informa a coluna Painel, da Folha, a cúpula do DEM dá como certa a candidatura de Michel Temer à reeleição.
Os dirigentes afirmam que, com a intervenção, o presidente tenta se apropriar da pauta da segurança pública, que será uma das mais importantes na disputa de outubro.
Eles veem no decreto uma forma de fortalecer Temer e enfraquecer uma eventual candidatura de Rodrigo Maia.
O ministro Moreira Franco, da Secretaria-Geral, reagiu e negou que essa seja a intenção do presidente.
Em entrevista à Folha, ele afirmou que há uma “deformação na análise dos fatos” e que no governo “não tem amador”.
No 3 em 1 desta terça-feira, 20, Patrick Santos mediou um debate sobre o assunto entre Vera Magalhães, Carlos Andreazza e Marcelo Madureira.
Vera Magalhães disse acreditar que a tendência é que a intervenção tenha um efeito rápido, de melhora na percepção de segurança, o que pode se tornar um trunfo eleitoral. Andreazza, por sua vez, afirmou que o ano político-eleitoral de 2018 começou com a assinatura desse decreto, numa manobra que surpreendeu Rodrigo Maia. Já Madureira destacou a responsabilidade coletiva pelos problemas que levaram à intervenção no Rio de Janeiro.