Articulação: Secretário da Previdência recebeu 40 parlamentares no carnaval para tratar de reforma

  • Por Jovem Pan
  • 08/03/2019 19h17
Antonio Cruz/ Agência BrasilRogério Marinho concedeu entrevista exclusiva à Jovem Pan

O governo federal tem realizado um intenso trabalho de articulação junto a deputados e senadores em prol da proposta de reforma da Previdência, tida como a principal medida para balancear as contas públicas e diminuir desigualdades na sociedade brasileira.

Nesta sexta-feira (8), em entrevista ao programa 3 em 1, da Jovem Pan, o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, disse ter recebido 40 parlamentares durante o período de carnaval, tanto para tirar dúvidas quanto para fazer sugestões.

“Fui visitado por 40 parlamentares nesse período [de carnaval]. Os deputados querem entender a regra do jogo. É um Congresso novo, com um governo novo, mas haverá uma divergência”, disse. “Mas tenho absoluta confiança no parlamento brasileiro.”

Essa confiança do secretário é de que o projeto original seja discutido e as principais bases, vistas como cruciais pela equipe econômica do governo, sejam mantidas e não “desidratadas” com o já tem admitido o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro.

“O projeto que foi apresentado ao Congresso Nacional é fruto do que a equipe econômica entende que é o ideal para termos um equilíbrio fiscal, capacidade de investimentos e de [fazer] o País crescer”, afirmou. A expectativa é poupar R$ 1 trilhão em três anos.

“Respeitando a legitimidade do parlamento, o que nós [do governo]queremos é que modificações fiquem claras para sociedade. As concessões têm um preço e esse preço é a capacidade de investir em educação, em emprego”, disse. “Mas o Congresso é soberano.”

Maia e Alcolumbre

Rogério Marinho contou que almoçou na quinta-feira (7) com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e elogiou o “viés reformista” que ele tem apresentado. Antes do carnaval, ele também se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AM).

Nesta sexta, Maia disse que é importante que o governo envie uma reforma para militares para que parlamentares tenham “mais conforto” em avaliar a medida para os civis. Conforme o secretário da Previdência, esse projeto será entregue, no máximo, até 20 de março.

“Essa pauta não é apenas do presidente [Jair Bolsonaro] ou do governo, é do País. O sistema [previdenciário] faliu. E essa percepção não é só minha, é do parlamento e da sociedade”, destacou Marinho ao reafirmar a necessidade de se aprovar a medida.

Inicialmente, o texto será analisado do ponto de vista da legislação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Depois, o teor da matéria será avaliado em comissão especial na Casa. Se aprovado em ambas, o projeto vai a plenário para votação.