Dallagnol volta às redes sociais e ironiza STF sobre afastamento de parlamentares: procurador almeja cargo político? 

  • Por Jovem Pan
  • 12/10/2017 20h02
BRA01. BOGOTÁ (COLOMBIA), 17/05/2017.- Fotografía de archivo del 29 de marzo de 2016 del excandidato presidencial y senador Aécio Neves en una rueda de prensa en Brasilia (Brasil). El presidente de Brasil, Michel Temer, fue grabado por uno de los dueños del gigante cárnico JBS, Joesley Batista, avalando la compra del silencio del exjefe de la Cámara de Diputados, Eduardo Cunha, en prisión por participar en la trama de corrupción de Petrobras, según divulgó hoy, miércoles 17 de abril de 2017, O Globo. El periódico señaló que el dinero fue entregado al primo de Neves en una cena que fue filmada por la Policía Federal, que rastreó posteriormente el dinero y descubrió que fue a parar a una empresa del senador Zeze Perrella, de su mismo partido. EFE/FERNANDO BIZERRA JRDallagnol afirmou: "Não surpreende que anos depois da Lava Jato os parlamentares continuem praticando crimes"
Depois do plenário do Supremo Tribunal Federal decidir por 6 votos a 5 que o Congresso deve dar a palavra final em casos de punições a parlamentares que impeçam o exercício do mandato, o coordenador da força-tarefa da operação Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol foi às redes sociais criticar a determinação.
Dallagnol afirmou: “Não surpreende que anos depois da Lava Jato os parlamentares continuem praticando crimes: estão sob suprema proteção. Parlamentares têm foro privilegiado, imunidades contra prisão e agora uma nova proteção: um escudo contra decisões do STF, dado pelo próprio STF”.
No 3 em 1 desta quinta-feira, 12, Patrick Santos mediou debate entre Vera Magalhães, Carlos Andreazza e Marcelo Madureira, que discutiram sobre as costumeiras críticas do procurador da República.
Madureira concordou com Dallagnol, mas afirmou que, na posição em que está, o coordenador da Lava Jato deveria ser mais comedido nas manifestações. Andreazza ironizou o comentário de Dallagnol e sugeriu que o procurador pretende se candidatar ao Senado. Vera destacou que se o objetivo é combater a corrupção, o Supremo Tribunal Federal deve pautar e julgar os processos que existem a esse respeito.

Confira o debate completo no 3 em 1: