Editorial: Religião e política – posicionamentos de Eduardo Cunha devem ser tratados um a um

  • Por Jovem Pan
  • 13/02/2015 19h17
BRASÍLIA, DF - 05.02.2015: CÂMARA/DF - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), faz a leitura do ato de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, no plenário da Casa, em Brasília, nesta quinta-feira. (Foto: Renato Costa/Frame/Folhapress)O presidente da Câmara dos Deputados

Nos primeiros 30 minutos do programa, Reinaldo Azevedo expôs seu editorial sobre religião e política. Isso porque o novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) tem se posicionado a favor da criação de um dia do “orgulho heterossexual”, contra a criminalização da homofobia e de forma totalmente adversa ao aborto.

Reinaldo começa separando os assuntos. Sobre o “orgulho heterossexual”, o comentarista entende ser “uma besteira, uma bobagem”, embora exista o dia do orgulho gay. “Ninguém tem que se orgulhar”, opina. “As pessoas são o que são”.

Ele entende, todavia, que comemorar o fato de gostar do sexo oposto “não faz sentido porque os heterossexuais não são perseguidos”. Mesmo assim, o jornalista avalia que “existe uma patrulha gay que é chata pra diabo”.

Sobre a criação de uma comissão especial para discutir o estatuto da família, Reinaldo disserta. Ele lembra que a Constituição brasileira estabelece com todas as letras que unidade familiar é formada por “homem e mulher”.

Embora discorde disso, Reinaldo é contra a mudança na lei máxima do país pelo STF, uma vez que essa é função do parlamento. “O supremo tornou sem efeito um artigo da constituição”, critica.

A respeito da criminalização da homofobia Reinaldo é contra pois entende que muitos gays são mortos por próprios homossexuais e a morte de um homossexual não pode ser mais importante que outras.

Um dos últimos assuntos debatidos é a criação do estatuto do nascituro, que visa a proteger fetos de quaisquer medidas abortivas. Sobre o aborto, Reinaldo se diz contra porque “é a favor da defesa da vida” e isso, segundo ele, não quer dizer com conservadorismo.

Reinaldo também faz uma análise histórica das religiões cristãs e cita como fonte o livro “O crescimento do cristianismo – um sociólogo reconsidera a história”, de Rodney Stark (Ed. Paulinas).

Ouça esses e outros detalhes e opiniões de diversos aspectos desse complexo assunto no áudio acima.