Empresário diz que Dilma seria heroína se desonerasse reformas e renunciasse

  • Por Jovem Pan
  • 07/03/2016 09h52
Dilma Rousseff

 O presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, explica que a crise vai muito além do PIB negativo: “A realidade do varejo como um todo, é que quase 100 mil lojas foram fechadas no ano passado. Para ter ideia da ordem de grandeza, é como se todas as lojas de shopping tivessem fechado em 2015. Cada emprego no varejo significam cinco empregos na cadeia de suprimento. Essa perda de trabalho tem efeito em toda economia”.

Em entrevista à Jovem Pan, o CEO fala que a forma honrosa de Dilma Rousseff ser lembrada na história seria se fizesse todas as reformas difíceis, como a tributária e trabalhista, que o País precisa e depois renunciasse: “Diante do impeachment inevitável e de passar como a pior presidente da história, seria honroso ela renunciar. Seria um gesto que faz todo sentido, desonerar todas as medidas duras para o próximo presidente. Ela seria uma heroína nacional. (…) Nós queremos uma mudança de ciclo desses ideais ruins, socialismo bolivariano que destrói economias em todo o continente. O empresário deve assumir o ciclo, se manifestar. Se o empresário não assumir o protagonismo nesse novo ciclo, a mudança será muito mais lenta”.