Presidente do Santos se reúne com Doria para viabilizar “projeto Pacaembu”

  • Por Jovem Pan
  • 19/12/2017 14h47 - Atualizado em 20/12/2017 15h28
Santos F.C./DivulgaçãoO Santos vai mandar 50% dos seus jogos em São Paulo a partir de 2018; Pacaembu é a principal opção

Nem só de busca por técnico e diretor tem se pautado a agenda do presidente eleito do Santos, José Carlos Peres. Na manhã desta terça-feira, o futuro mandatário alvinegro se reuniu com o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), para tratar do carro-chefe da sua campanha à presidência do clube: a realização de ao menos 50% dos jogos do Santos como mandante na capital paulista – e, de preferência, no Pacaembu.

“A reunião aconteceu hoje, a portas fechadas, e a pauta foi o Pacaembu”, informou o comentarista Beetto Saad, no Esporte em Discussão desta terça-feira, na Rádio Jovem Pan. “O Pacaembu vai ser privatizado, e há todo o interesse do João Doria, que é torcedor do Santos, de que o clube faça jogos lá”.

A Prefeitura de São Paulo já conseguiu a liberação para repassar o Pacaembu à iniciativa privada por até 35 anos. O Santos chegou a ser apontado como um dos concorrentes da licitação, mas o fato de a Justiça ter proibido a realização de shows no local esfriou essa possibilidade – o clube, afinal, gostaria de ter uma Arena Multiuso, que também recebesse eventos não-esportivos.

Desta forma, a tendência é de que, até que o estádio seja cedido à iniciativa privada, o Santos continue alugando o Pacaembu quando quiser mandar jogos em São Paulo. Até 2017, a Prefeitura ficava com 12% da renda dos jogos disputados durante o dia e 15% das partidas realizadas durante a noite no estádio – além disto, o clube tinha de arcar com despesas diversas, como, por exemplo, segurança, policiamento, logística e arbitragem.

Foram exatamente os números referentes a esses custos que entraram na conversa desta terça-feira. O Santos quer diminuir gastos e aumentar receitas com jogos no Pacaembu – para isso, propõe assumir a administração do estádio em dias de jogos. A Prefeitura, por sua vez, não se opõe à ideia de elevar o número de partidas no estádio em 2018, mas está empenhada em concedê-lo à iniciativa privada o quanto antes – o que pode prejudicar a negociação com o Peixe, inicialmente indisposto a entrar na licitação.

Uma resolução para o impasse deve sair ainda antes da estreia oficial do Santos na temporada, dia 17 de janeiro, contra o Linense, fora de casa.