Apesar de conservadora, aliada de Merkel fez acenos para bandeiras da centro-esquerda e dos liberais

  • Por Jovem Pan
  • 17/07/2019 09h40
EFEUrsula von der Leyen foi eleita a primeira mulher para comandar a Comissão Europeia

A União Europeia elegeu na última terça-feira (16) a primeira mulher para comandar seu braço executivo, a Comissão Europeia. Ursula von der Leyen, atualmente ministra da defesa da Alemanha, conquistou a maioria dos votos no parlamento e venceu a disputa.

A chefe dela, a chanceler alemã Angela Merkel, já tinha deixado claro que pretendia colocar um nome conservador moderado no lugar de Jean Claude Junker. Emmanuel Macron defendia um nome jovem, carismático e criativo no cargo responsável por comandar as grandes negociações do bloco.

A vontade da alemã prevaleceu. Von der Leyen fez o que poucos políticos têm feito atualmente. Embora seja conservadora, de centro-direita, ela fez acenos para bandeiras da centro-esquerda, dos liberais e dos verdes aqui na Europa.

O tipo de postura necessária para conter a ameaça extremista que ronda o bloco há bastante tempo e que é considerada um dos grandes desafios para a unidade entre os estados europeus.

A alemã vai assumiu o comando da Comissão Europeia assim que o Reino Unido deixar o bloco, no final de outubro, começo de novembro. Von der Leyen já declarou que pode avaliar uma extensão do prazo de desfiliação dos britânicos, mas que não há margem para negociações.

A União Europeia aos poucos vai virando a página da saída do Reino Unido e foca em temas bastante caros para o continente. Entre eles estão as políticas climáticas e o combate ao aquecimento global, as negociações comerciais e medidas antitruste contra grandes corporações.

A nomeação do novo presidente do conselho europeu, o primeiro-ministro belga, Charles Michel, também confirma essa sensação de que a Europa está pronta para ver a Grã Bretanha pelas costas.

Aqui em Londres a imprensa local chegou a dizer que os dois políticos que vão ocupar os principais cargos do bloco odeiam e desprezam o Reino Unido.

E, assim sendo, devem empurrar o país para fora do bloco logo para encerrar um debate em que claramente ninguém saiu ganhando até agora.