“Ameaçado” por apoio de PSD a Alckmin, Afif diz que não tentará outro cargo sem ser a Presidência

  • Por Jovem Pan
  • 15/06/2018 10h54
Bruno Lima/Jovem PanAo ser relembrado sobre quando quase derrotou Eduardo Suplicy na disputa pelo Senado, em 2006, o presidente licenciado do Sebrae reiterou que não pensa em retomar a ideia

Colocando-se como o “novo” na política, mesmo já tendo concorrido em eleições anteriores, o presidente licenciado do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, minimizou o apoio de seu partido, PSD, à candidatura do tucano Geraldo Alckmin à Presidência.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, Afif disse que se for confirmado o apoio de sua sigla ao nome do PSDB, ele não será candidato a outro cargo nesta eleição. “Estou realmente disputando cargo de presidente representando as bandeiras do meu partido”, afirmou.

Ao ser relembrado sobre quando quase derrotou Eduardo Suplicy na disputa pelo Senado, em 2006, o presidente licenciado do Sebrae reiterou que não pensa em retomar a ideia. “Estou voltado ao projeto nacional”, garantiu.

Sobre a dificuldade de sua candidatura decolar oficialmente por parte do partido, o político ressaltou que candidatura é o desejo de disputar. “Sabe aquela frase ‘não sabia que era impossível, ele foi lá e fez’? Meu desafio de vida é esse. Em todas as disputas que entrei era impossível. Em 89 eu não era nem notícia. Comecei com 0. De repente aparece alguém, eu estava ali buscando o caminho. E vou repetir isso. Eu voltei para continuar o projeto de 30 anos atrás”.

Corrupção

Afif Domingos compôs os governos de Alckmin, em São Paulo, e de Dilma Rousseff. Atualmente, possuía ligação, mesmo que indireta, com o Governo Temer. Ao ser perguntado se o presidente da República é corrupto, o presidente licenciado do Sebrae foi categórico: “o sistema como um todo é”.

“Os agentes acabam se envolvendo dentro do processo. E não é desse Governo, é prática oligárquica histórica e está sendo revelada e dando oportunidade de mudar”.

Fake news

Para Afif, o eleitor está procurando por novas alternativas na eleição e acusou as campanhas de fake news.

“Pega dificuldade do Geraldo [Alckmin] de emplacar, significa que o eleitor esta escaneando alternativas, não quer ficar em velhas soluções para velhos problemas. Aquele negócio de buscar tempo de TV, o povo hoje está prevenido de marketing político, eles não querem mais musiquinha. Estamos falando de fake news. Hoje fake news é campanha eleitoral do jeito que é vendida. Povo está esperto e campanha deve ser simples, objetiva, olhando no olho e falando o que eleitor efetivamente quer ouvir”, explicou.

Privatizações

Direto, Afif respondeu: “sou contra monopólios. Roberto Campos já dizia: ‘quem é competente não precisa, quem não é, não merece’. Petrobras tem que competir, ter governança corporativa. Não pode ser instrumento do Governo (…) Conceito é buscar eficiência, se ela é pública ou privada”.

Alianças

Avesso ao que ele chama de velha política, Afif acusou os partidos de aceitar “qualquer aliança”, e disse que é preciso canalizar a raiva do eleitor para mudanças profundas.

“Se não canalizar esse fogo para derreter estruturas, ele destrói tudo. Você quer um novo que você não conhece, ou quer algum que passou pelo processo e nunca se corrompeu? Pode analisar minha vida, se tem coerência dos meus atos e das minhas propostas. Me sinto tranquilo e isso é novo”, garantiu.

Para ele, o sistema eleitoral é para beneficiar a oligarquia. “Sistema proporcional leva a esse tipo de conchavo a ser rompido”.

Liberalismo e presença na internet

Ao chamar os demais candidatos de “neoliberais”, Afif disse ser “liberal”: “é só pegar meu programa de 30 anos atrás e ouvi-lo. Para mostrar a coerência da defesa liberal”.

No que diz respeito à sua presença na internet, Afif revelou que lançará na próxima semana o movimentos “Os Batalhadores”. “Vamos colocar todas essas propostas dentro da internet e gerar um debate mobilizado no Brasil”.

O lançamento do movimento ocorrerá na próxima quinta-feira (21), em Brasília.

Confira a entrevista completa com o pré-candidato à Presidência pelo PSD, Guilherme Afif Domingos: