Após 8 meses, eSocial ainda gera dificuldades para empregadores

  • Por Jovem Pan
  • 23/05/2016 10h02
Relatório mostra que existem mais de 52 milhões de trabalhadores domésticos no mundo

 A adaptação às regras do eSocial doméstico segue complicada para empregados e patrões, mesmo após oito meses no ar. O sistema já passou da fase mais crítica, marcada pela lentidão e dificuldade no cadastro, no entanto, o portal, que traz as rotinas de uma empresa à vida das pessoas físicas, não deixou de ser um desafio para os brasileiros.

As atualizações constantes do programa exigem jogo de cintura e atenção às novidades ao mesmo tempo em que desencorajam patrões a formalizar empregados, explica a Dilma Rodrigues, sócia-diretora da consultoria Attend: “Por não ser um sistema amigável e que ainda por cima acabou onerando a vida do empregador doméstico, isto porque o recolhimento do INSS e fundo de garantia, ao somar os dois, passou a ser maior do que antes. Então por muitas vezes eles acabam optando por contratar diaristas que trabalham duas vezes por semana, para não ter que cair na armadilha do sistema do eSocial”.

Outra dificuldade é no momento da rescisão de contrato, já que fica a cargo do empregador, sem qualquer auxílio profissional, os cálculos contábeis que regularizam a desvinculação.

O presidente do portal Doméstica Legal e consultor, Mario Avelino, destaca que o eSocial contém todas as informações necessárias para gerar o documento, sem custo: “Mas hoje a realidade é essa. O eSocial é um gerador de documentos de arrecadação. Realmente gera desgaste e estresse”.

Nos casos em que empregados são afastados por doença, o empregador não precisa pagar a guia porque não há custo. Mas o sistema gera o recibo mesmo assim, levando o patrão ao erro.