Bolsonaro evita reprimenda ao filho Carlos por ataques contra Mourão

O presidente Jair Bolsonaro evitou uma reprimenda pública no filho, como cobravam alguns no Planalto

  • Por Jovem Pan
  • 24/04/2019 07h07
Reprodução/Instagram/Carlos BolsonaroCarlos Bolsonaro manteve os ataques ao vice-presidente, mesmo após as declarações do porta-voz no Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta terça-feira (23) que é preciso colocar um ponto final no que ele próprio está chamando de uma pretensa discussão entre o vice-presidente Hamilton Mourão e seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro evitou uma reprimenda pública no filho, como cobravam alguns setores do Palácio do Planalto. Segundo o porta-voz da Presidência, Rêgo Barros, Bolsonaro deixou bem claro que postagens em redes sociais, são de inteira responsabilidade de seus autores.

Ainda segundo o porta-voz, o presidente lembrou que o filho número 2 sempre esteve lado dele e que, durante a campanha, Carlos foi essencial para a vitória nas urnas contra tudo e contra todos.

Com relação ao vice-presidente, o porta-voz lembrou que o general é o subcomandante do Governo. Depois das declarações, o vice ressaltou que quando um não quer dois não brigam e explicou que ainda não teve oportunidade de conversar com o presidente, sobre os desentendimentos e ressaltou que nesse momento é preciso manter a calma.

Posição bem diferente da adotada pelo filho do presidente que manteve os ataques ao vice-presidente, mesmo após as declarações do porta-voz no Palácio do Planalto.

Nas redes sociais, Carlos Bolsonaro lembrou do dia em que o pai foi esfaqueado em Juiz de Fora e afirmou que o “tal do Mourão” em uma de suas falas disse que aquilo tudo era vitimização.

Nesta terça pela manhã, Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão se encontraram durante mais uma reunião ministerial que acontece toda semana em Brasília. A novidade dessa vez foi que a reunião foi realizada no Palácio da Alvorada.

Antes do início dos trabalhos, todos participaram de cerimônia de hasteamento da bandeira do Brasil, em frente à residência oficial da Presidência da República. Mourão e Bolsonaro ficaram lado ao lado e seguiram juntos também para a reunião.

Dentro do Governo, a avaliação é que é preciso que todos abaixem o tom. O posicionamento de Mourão é muitas vezes criticado, mas os militares estão insatisfeitos também com as constantes críticas que são feitas por pessoas ligadas ao presidente.

*Informações da repórter Luciana Verdolin