Bolsonaro terá mais de 10 mil cargos à disposição para preencher a partir de 1º de janeiro

  • Por Jovem Pan
  • 30/10/2018 08h00
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia BrasilDurante a campanha, ele negou que vá trocar cargos por apoio político como já é tradicional em Brasília

Quando assumir em janeiro do ano que vem, o presidente eleito Jair Bolsonaro, deverá ter mais de 10 mil cargos à disposição, para preencher como quiser. Durante a campanha, ele negou que vá trocar cargos por apoio político como já é tradicional em Brasília.

A sinalização, inclusive, é de redução do tamanho da máquina pública. Todas as informações planos e ações do governo, serão, apresentadas, segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante a transição de Governo que deve começar essa semana.

A equipe do presidente Michel Temer preparou também um levantamento indicando todos os passos que deverão ser seguidos pelo novo Governo nos primeiros 120 dias de 2019, para evitar qualquer tipo de descontinuidade.

A expectativa do ministro é que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, comece a indicar nesta quarta-feira (31) a chamada equipe de transição. Padilha explicou que já tem encontro marcado no Palácio do Planalto com o deputado Onyx Lorenzoni, que deverá ser o coordenador dos trabalhos.

Tentar votar ou não a reforma da Previdência, segundo o ministro Padilha, vai depender do interesse do novo presidente eleito.

O presidente Michel Temer já defendeu a necessidade da reforma ainda este ano e sinalizou que, se for necessário, ele pode suspender a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, que impede na prática qualquer votação de PECs no Congresso.

A equipe de transição poderá ter até 50 integrantes com salários que variam de R$ 2,5 mil a R$ 16,5 mil. Onyx Lorenzoni, que deverá coordenar os trabalhos, não receberá salário uma vez que como ele é deputado federal é proibido acumular duas remunerações.

O espaço destinado à transição no Centro Cultural do Banco do Brasil já está pronto desde semana passada. Trata-se de uma área de quase dois mil metros quadrados com 22 gabinetes e 78 posições de trabalho, além de salas de reuniões e auditório.

Segundo o Governo, não houve custo para preparar o local. As obras foram feitas com recursos próprios do Banco do Brasil e os equipamentos depois de utilizados, serão remanejados dentro do próprio CCBB.

*Informações da repórter Luciana Verdolin