Comissão na Câmara debate crise nos combustíveis e conta com críticas ao monopólio da Petrobras

  • Por Jovem Pan
  • 13/06/2018 07h10
Petrobras/ArquivoGoverno Temer foi bombardeado desde a alta do gás, privatização do setor elétrico e escalada dos combustíveis

Comissão de Direitos Humanos da Câmara debate crise nos combustíveis, com críticas à política de preços e monopólio da Petrobras.

Em um ambiente dominado pela esquerda, o Governo Temer foi bombardeado desde a alta do gás, privatização do setor elétrico e escalada dos combustíveis. Após ceder para encerrar o movimento, o Governo ainda busca formas para atender os caminhoneiros, diante de trapalhadas, como o frete tabelado.

O senador Lindberg Farias denunciou a cooptação da Petrobras pelo mercado, descartou prejuízo nos governos petistas e ignorou o petrolão: “a mudança de direção colocou o capital financeiro no controle da Petrobras. Nós queremos que os senhores abram as planilhas. O lucro era de 150%. quem ganha com isso? Os acionistas da Bolsa de Valores de NY”.

O gerente de Marketing da Petrobras atribuiu a alta de preços à cadeia de álcool e biodiesel, e os únicos produtos puros são gasolina e diesel. Flávio Santos Tojal questionou as contas, que classificou de simplistas, apresentadas para atacar a política adotada pela estatal: “o preço da Petrobras está abaixo da média mundial. 150% de lucro a gente estaria com valor na Bolsa de Valores extremamente elevado”.

Tojal colocou que do valor comercial, 55% são da Petrobras e o combustível que sai a R$ 2,03 chega na bomba por praticamente o dobro.

O consultor Paulo César de Lima questionou os números apresentados pela estatal e considerou insana a política de preços, até para os acionistas: “por que a Petrobras não refina, não agrega valor em vez de importar e ter preço no Brasil acima do mercado internacional? Parece-me insanidade”.

A Petrobras destacou o peso dos impostos, num exemplo, R$ 250 para encher o tanque, cerca de R$ 107 são tributos. Mas em época de tabelamento de preços de frete, proposta frustrada do Governo, o diretor-geral da ANP, Decio Oddone, defendeu o livre comércio: “intermediar esse processo para encontrar solução que seja a menos intervencionista possível”.

Na audiência na Câmara foi apresentado também que de R$ 4 mil pagos pelos caminhoneiros para mil litros de diesel, R$ 2 mil são impostos. E no botijão de gás, com custo médio de R$ 77, a estatal ficaria com R$ 22, o restante a cargo da cadeia e impostos.

*Informações do repórter Marcelo Mattos